Comunicação falha e Agnelo ‘apanha’ de graça

27 03 2011

Ainda que toda unanimidade seja burra, há uma convergência quanto à perda de oportunidades pelo GDF pelo fato de não ter uma Secretaria de Comunicação com a estrutura e o perfil necessários. Há uma flagrante incompatibilidade entre uma repartição que emite releases, ocupada por um porta-voz, e a expectativa e os desafios que devem ser assumidos por um Secretário de Comunicação qualificado.
Resta saber até quando o Governador Agnelo irá continuar teimando com esta solução que ele criou, gerando um monstrengo. Se de um lado contemplou o ego e a demanda salarial pedida, de outro gerou uma situação ridícula. Nada justifica ficar amassando barro, sem sair do lugar, apenas para dar a falsa impressão de estar se movimentando.
O que se sabe é que decorridos quase 100 dias da posse, a imagem do governo Agnelo está muito mais próxima a uma convicção de continuidade dos outros governos do que uma ruptura ética. Dentro deste quadro, é apavorante observar que a Secretaria de Comunicação é de uma incompetência aterradora, sem se contrapor ao noticiário que tenta colar estereótipos no Governo Agnelo. Falta alguém com autoridade para dizer que episódios como os de Alírio Neto e de Chico Leite não dizem respeito ao atual governo, que foram suspeitas em relação a atuações lá no passado.
Estou entre aqueles que não tem nenhuma razão para defender ou achar que Alírio Neto seja um modelo de político, ainda mais pela sua participação efetiva no processo de destruição da qualidade de vida do Guará – tanto no episódio da tramitação do PDOT – que desrespeitou TODAS as deliberações dos moradores do Guará que em audiências públicas definiram gabaritos de prédios e outras ações – quanto na transformação da cidade em um amplo campo para a ilegalidade de construções, com a proliferação de kitinetes e a construção de novos andares nos setores de oficina e do chamado pólo de modas. Cabe lembrar que o administrador da cidade foi e continua sendo indicado por ele, Alírio.
Mas para mim, soa estranho que Durval diga que entregou dinheiro ao Alírio e estranhamente não o filmou. Logo ele que filmou a todos. Ou será que neste caso, como em outro envolvendo um policial, ele, Durval, prudentemente e por medo tratou de não exibir as imagens?
A palavra de Durval, volto a dizer, não tem credibilidade alguma. Já escrevi várias vezes que, para mim, ele continua sendo apenas e tão somente alguém com muitas contas a acertar com a Justiça e ao entregar AS FITAS ele fez algo para tentar salvar um pouco a sua pele – mas que isso em nada o redime dos crimes pelos quais está sendo acusado. A palavra de Durval não tem valor se não estiver amparada por fitas de vídeo.

Dois pesos, duas medidas

Quando Arruda denunciou o povo do Demo e do PSDB, sem no entanto conseguir provar nada, houve uma enxurrada de questionamentos – inclusive pela impossibilidade de comprovação das denúncias. E elas foram saindo rapidamente do noticiário. No entanto, agora com o Chico Leite, a palavra de Arruda – um mentiroso contumaz e assumido – passou a ter valor. Não se trata de uma defesa do Chico Leite, mas apenas a constatação de que existem avaliações circunstanciais que são utilizadas e disseminadas por conveniência. Quando ele, Arruda, diz que bancou o Demo e o PSDB – mas não tem como provar, ou ao menos não lhe convém provar ou mostrar os comprovantes – daí as revelações são descaracterizadas e rapidamente esquecidas pelas mídia.
No entanto, quando este mesmo Arruda diz que foi procurado por Chico Leite, a palavra de Arruda volta a ter valor e peso. Logo algo vindo de Arruda, um mentiroso de carteirinha.

E as juras da Celina?

Não resistiu muito tempo o arrazoado da distrital Celina Leão dizendo que seu marido nada tinha a ver com a farra de cartas-convite na administração de Samambaia. A revelação de fac-simile com as assinaturas serviu para mostrar que se houver interesse por parte do Ministério Público, muita coisa poderá ser descoberta. Esta é a avaliação que especialistas fazem, corroboradas pelos dados já coletados e analisados pelo pessoal do Tribunal de Contas do DF. Descobrir o vínculo certamente é uma tarefa que ficará mais fácil se forem observadas as movimentações financeiras, a prestação de contas da campanha e outras ações que podem corroborar as suspeitas ou, o que acabaria sendo bom para a política do DF, a plena e total certeza de que ela não tem nada a ver com o que aconteceu na Administração de Samambaia.

Agnelo e uma nova agenda

Para sair do corner, para deixar de pagar por erros de outros, Agnelo precisa trabalhar com a parte saudável do seu governo. Já escrevi antes e repito: não precisa ter a maioria de 22 votos na CLDF. Basta costurar uma maioria de 16 votos confiáveis e deixe o resto ser oposição. É mais barato. É mais fácil.
Outra medida urgente é a de redefinir a estrutura de sua pasta de comunicação. Hoje o GDF não tem ‘comunicação’. Tem alguém ocupando uma função, sem no entanto ter a capacidade e a compreensão política que o cargo exige. Insistir com uma enjambração é continuar apanhando sem precisar, por coisas que não fez. Achar que comunicação continua se restringindo a uma TV e a um jornal aqui no DF é assumir a miopia e a incompetência. Há uma gama de novos agentes que estão sendo deixados de lado – revelando a arrogância de quem se pensa acima do bem e do mal.
Agnelo precisa formular uma política de comunicação, para falar com a sociedade e deste modo mudar esta imagem de continuísmo e de marasmo que hoje começa a se consolidar. Ainda é tempo, claro que sim – mas para não desperdiçar todas as oportunidades, Agnelo precisa começar a entender que ele é o Governador do DF…





Durval Barbosa garante: Alírio recebia mensalão de Arruda

26 03 2011

O Governo Agnelo começa a sofrer as consequências por ter saido montado sem respeitar os princípios defendidos durante a campanha. Entregar secretarias para quem tinha participado dos governos corruptos de Roriz e Arruda (Rosso) foi uma jogada de extremo risco e falta de percepção política da realidade local.
Continuo sendo um defensor do Governo Agnelo e creio que estas denúncias, uma vez reiteradas e comprovadas, devem servir de senha para o governador se livrar de uma série de figuras nefastas, perversas e comprometedoras. Depois de quase 100 dias, Agnelo tem a chance de realmente mostrar para Brasília e seus habitantes que tem compromisso com um novo caminho, sem estar na companhia de pessoas que vivem de velhas práticas.
E se fizer esta limpa, poderá inclusive compor uma base menos fisiológica na Câmara Legislativa. O governo não precisa contar com 22 dos 24 votos. O melhor é ter a maioria. Fica mais barato, inclusive financeiramente. Não sei de onde esta vontade de ter 22 votos. Não entendo de onde esta necessidade.
É preciso fazer uma limpa imediata nas administrações regionais. Não tem cabimento deixar administrações importantes nas mãos de pessoas que tem o único compromisso de esculhambar e acabar com as cidades.

Alírio e Durval – figuras do mensalão do demo

Transcrevo a seguir o material veiculado no portal do Terra Notícias, que por sua vez escreveu o texto a partir de notícias da edição de hoje, sábado, do jornal Folha de São Paulo.

A matéria do Terra é a seguinte:

DF: secretário de Agnelo é acusado de receber mensalão do DEM

26 de março de 2011 • 08h43 – Notícia

Reduzir Normal Aumentar Imprimir O secretário de Justiça do governo do Distrito Federal na gestão do petista Agnelo Queiroz, Alírio Neto (PPS), é acusado ter recebido propina do escândalo de corrupção conhecido como “mensalão do DEM”. Durval Barbosa, delator do esquema, disse em depoimento à Promotoria do DF que encaminhou repasses de R$ 80 mil mensais a Alírio quando o secretário ocupava a mesma pasta na gestão do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Alírio presidiu na Câmara Distrital a CPI criada para investigar a corrupção no DF. De acordo com Barbosa, Alírio era um dos beneficiários de parte dos R$ 220 mil desviados mensalmente do Detran. O dinheiro, segundo ele, era arrecadado junto a empresas de informática contratadas pelo Detran e pela Secretaria de Justiça e Cidadania. O secretário nega as acusações e diz que elas têm motivação política. O policial aposentado Marcelo Toledo, que aparece em um dos vídeos gravados por Barbosa entregando dinheiro, seria o responsável por repassar a propina ao secretário.

Entenda o caso

O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final de 2009, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O então governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram “regularmente registrados e contabilizados”.

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

Já a reporragem veiculada pela Folha de São Paulo é a seguinte:

Secretário do DF é acusado de receber propinas
Delator do mensalão do DEM diz que R$ 90 mil eram repassados a político

Secretário da Justiça já ocupava pasta na gestão Arruda; Alírio nega as acusações e diz que elas têm motivação política

FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA

O atual secretário de Justiça do governo do petista Agnelo Queiroz, no Distrito Federal, é acusado de receber propina do mensalão do DEM, de acordo com depoimentos até agora inéditos do delator do esquema de corrupção na capital do país.
Durval Barbosa, denunciante do escândalo, revelou à Promotoria do DF que encaminhou repasses de R$ 90 mil mensais a Alírio Neto (PPS), quando o secretário ocupava a mesma pasta na gestão do ex-governador José Roberto Arruda.
Segundo Barbosa, Alírio era um dos beneficiários de parte dos R$ 220 mil desviados mensalmente do Detran. O dinheiro, segundo ele, era arrecadado junto a empresas de informática contratadas pelo Detran e pela Secretaria de Justiça e Cidadania.
Alírio Neto nega as acusações e diz que elas têm motivação política.
Barbosa detalha a participação do secretário no esquema em dois depoimentos no dia 14 de setembro do ano passado. Não faz menção a vídeos registrando a entrega do dinheiro a Alírio, que presidiu a CPI criada para investigar a corrupção no DF.
Barbosa afirma nos depoimentos que “eram arrecadadas propinas” junto a duas empresas que prestavam serviços de informática no Detran e uma na Secretaria de Justiça e Cidadania.
“Por determinação do então governador Arruda, parte desses valores era repassado diretamente ao deputado distrital Alírio Neto, então secretário da referida pasta”, afirmou Barbosa.
Quem repassava a propina ao secretário, segundo os depoimentos, era o policial aposentado Marcelo Toledo, que aparece em um dos vídeos gravados pelo delator entregando dinheiro.
Ao falar sobre a Secretaria de Justiça, o delator afirma que os repasses de R$ 90 mil foram feitos no quando Alírio permaneceu na pasta- de fevereiro e novembro de 2009.
No caso do Detran, Barbosa diz que Arruda determinou que cerca de 30% do arrecadado na área de informática do Detran fosse entregue a Alírio e ao ex-deputado Leonardo Prudente.

Na mesma edição, Alírio Neto se defendeu:

OUTRO LADO

Acusações têm motivação política, afirma Alírio Neto

DE BRASÍLIA

O secretário de Justiça e Cidadania do DF, Alírio Neto (PPS), negou todas as acusações do delator do mensalão do DEM e disse que as declarações de Durval Barbosa têm motivação política.
Segundo Alírio, ele e Durval sempre foram de grupos adversários dentro da Polícia Civil do DF. O secretário disse desconhecer os depoimentos prestados pelo delator à Promotoria do DF, mas afirmou saber que Barbosa fala mal dele “há muito tempo”.
“Todo mundo que ele acusa, apresenta vídeo. É fácil falar, quero ver um vídeo com minha imagem e minha voz.”
O governo do DF informou não ter “conhecimento oficial sobre qualquer denúncia contra o secretário”.
Procurado pela Folha, o advogado de Marcelo Toledo disse que não o localizou. Também não foi localizado o defensor do ex-deputado Leonardo Prudente. Os advogados de Arruda não atenderam ligações da reportagem.


Ou seja: uma boa oportunidade para o Governo Agnelo se livrar de Alírio e a Câmara Legislativa inicra um processo de cassação do seu mandato.





Arruda e o enterro do Demo

18 03 2011

Arruda, o vice dos sonhos de Serra, resolveu voltar à ativa.
Ninguém sabe se a entrevista é recente. Alguns acreditam que é coisa antiga.
Se for recente, indica que Arruda desta vez não vai deixar Durval comandar o espetáculo sozinho.
Se for coisa antiga, de antes das eleições como acreditam alguns, então a Veja terá cometido um crime – mais um! – na sua vasta folha corrida de compromissos com a desinformação. Lembram da tórrida história do grampo sem áudio? Por ironia, nas denúncias de Arruda e no episódio do grampo, uma figuira perversa e patética permeia as duas: o senador careca Demóstenes de Goiás.
E fez de tal forma que enterrou numa só lapada o Demo e deixou bem claro que pode puxar o Psdb para a cova também. Aproveitou para chamuscar o PT do Goiás, mormente pela parceria no Entorno, e lembrar de sua estreita amizade com Cristovam – algo que todos aqui no DF já sabem muito bem! Sobre o Cristovam, a revelação do Arruda fez voltar na pauta das conversas aquela história de que o ex-governador do DF só entrou na campanha para bater no Lula. Algo que a Marina fez em 2010, desta feita batendo na Dilma… E foi dando nome aos bois… melhor, aos nobres e honestos Demos, puxou para o lamaçal os tucanos e daí resolveu ainda poupar nomes, jogando tudo nas costas do Guerra – tudo figuras ilibadas. Ícones do moralismo. Impolutos, singulares – bandidos que cada vez mais se sabe apenas ganaciosos e vulgares.
Estranhamente, ao menos por agora, resolveu poupar Aécio – mas poderia, por exemplo, dizer que trouxe e ainda está com contrato em vigor a Agência Nacional, empresa de BH que aportou por terras candangas em contas de muito dinheiro do GDF a pedido do governador mineiro. Reciprocidades.
O enterro do Demo chegou a ser patético: Arruda – ou terá sido Serra? – deixou que o partido elegesse um novo presidente e o alvejou na lata – Agripino Maia. Seria interessante dar uma olhada na prestação de contas da Micarla e ver se tem o dinheiro doado pelo Arruda. E de todos os demais mencionados.
Vingativo, também detonou Kassab, esta figura estranha, um ser meio anódino. Surgiu do nada e para o nada voltará. Muitos são os que dizem que a vingança do Arruda um dia chegaria – e pelo visto chegou ceifando diguras e dizimando ainda mais onde já havia apenas escombros, perfis fantasmas e ranços.
Vale a pena ler a entrevista que o Arruda deu para a Veja – antes ele tinha dado muito, mas bota muito dinheiro nisso para a revista. A entrevista vale pelas revelações, pelas confirmações -mas também porque elas oferecem um contraponto às gravações do Durval e possibilitam uma leitura mais demorada do perfil corrupto e perverso de Demos, Tucanos e a papagaiada do PPS.





Tem gente arrudeando no novo caminho…

16 03 2011

Com o chefe chamuscado e tendo se tornado sinônimo de ‘deslumbrado político’ e flagrado em cenas nada recomendáveis quando foi aberta a Caixa de Pandora aqui no DF, algumas das figuras que tinham muita notoriedade no mundo e submundo arrudeano estão tentando colocar as manguinhas de fora. O êxito é relativo, mas a sorte tem sido benfazeja para com certos detentores de biografias nada recomendáveis. Teve aqueles que, mais destemidos, viraram até secretários na atual gestão – outros ainda vicejam nas sombras, mais preocupados em se livrar de pensas e condenações.
Mas tem causado particular espanto a movimentação de duas pessoas próximas ao hgomem do Mensalão do Demo e que pretendem assumir a presidência do Sinduscon. Para quem não é enfronhado ou não convive com o cotidiano da máquina pública, o Sinduscon é, sob a fachada de um sindicato empresarial, na veradde uma máquina a normatizar a corrupção – vez que é em suas reuniões que são definidos os acertos que antecedem as concorrências das grandes obras. Não por acaso é uma seceretaria disputada a unha, dente e rasteiras quando da composição de qualquer governo estadual. No DF, não foi diferente. Agnelo e o PT bem que tentaram tirar das mãos do Pmdb de Felippelli – que foi inclusive secretáriode Obras de Roriz e depois esteve com Arruda. Não conseguiu tirar das mãos do Pmdb e muito menos teve força de impedir que um ex-aliado de Arruda assumisse a pasta de Obras. Ou seja: onde se fazem obras, continuou valendo o velho caminho. Agora, sabe-se da movimentação de Márcio Machado e Dalmo Perez trabalhando para assumir o Sinduscon-DF. E qual a principal credencial que apresentam: serem próximos, terem acesso e serem aliados do secretáriod e Obras do GFG.
Mas… calma aí: quem são estes dois candidatos? Márcio Machado foi presidente do Psdb-DF e secretário de Obras de Arruda e denunciado na Operação Caixa de Pandora. Quanto ao segundo, é pai da esposa do homem do mensalão.
Assim fica mais fácil fechar a equação ou alguém ainda precisa desenhar para que se perceba que o mesmo grupo que comandou a máquina de corrupção nas obras durante os últimso anos no DF está se articulando 24h por dia para manter intacto o esquema no Governo Agnelo.
Depois, que ninguém venha dizer que não foi avisado…





MPF alimenta central de boatos no DF?

13 03 2011

Como não estou entre aqueles jornalistas, blogueiros e nem ‘viúva’ de quem quer que seja que tem fontes, amigos, compadres e informantes dentro do MPF – Ministério Público Federal, só me resta esperar que aconteça durante a semana a derrama de vídeos que as verdadeiras viúvas de Roriz e Arruda vêm anunciando. Diga-se de passagem que é bastante questionável esta postura do MPF de ficar vazando informações e depoimentos, supostamente prestados sob segredo de justiça e muitas vezes amparado por instrumentos como a delação premiada e outras variantes. Terá o glorioso MPF o papel de alimentar uma espiral de fofocas – inclusive em revistas que se esmeram na arte de requentar informações?
Antecipadas e anunciadas com estardalhaço, as revistas apenas serviram para repisar velhos e surrados episódios. Não houve nenhum questionamento, por exemplo, acerca das razões que levaram Durval Barbosa a entregar a filha de Roriz. Fossem publicações sérias – Veja, Isto É e O Globo – e poderiam ter prestado um belo serviço à ética dizendo a quem interessa a renúncia de Jaqueline e o que ela traz de simbolismos.
Mas seria demais esperar algo de quem se vale de conversas de corredor, mesclando sensacionalismo e irresponsabilidade!
Desde o fim do carnaval tenho insistido com alguns interlocutores, mormente no twitter, se algum deles viu as tais ‘outras fitas’, tal a riqueza de detalhes que afzem questão de enunciar – dentro de um círculo de realimentação do boato e da fofoca. Percebe-se que há mais desejo do que amparo em fatos e na realidade.
Agora, a derrama de filmes está sendo anunciada para esta semana. Sabem até quantos são, o que demonstra a proximidade de muitos deles com Durval Barbosa. Sabem quais os personagens de cada um deles, o que supõe que tiveram acesso. Mas, questionados sobre conivência e cumplicidade – todos tratram de desconversar e cair fora. De fininho. Teve um que até tuitou durante o carnaval que as edições das fitas estavam em ritmo galopante.
Votei em Agnelo – e assumo meu voto. Mas não sou conivente com nenhuma forma de patifaria. No entanto, não acredito que seja um reforço para a democracia a sistemática disseminação de boatos. Percebe-se que tudo é jogado para a frente como forma, na tentativa de tirar o foco da única realidade jurídica e política inconteste: flagraram a filha de Roriz com a mão na massa.
O resto é boato – mesmo que seja, esta prática, alimentada pelo vazamernto do MPF.





No DF, boataria deixa eriçada as viúvas de Arruda e Roriz

8 03 2011

Se alguém ‘de fora’ chagasse em Brasília durante o carnaval e falasse aleatoriamente com as pessoas que encontrasse, certamente formaria um juízo segundo o qual haverá um terremoto político nos próximos dias, algo capaz de não deixar pedra-sobre pedra envolvendo Tribunal de Contas, Juízes, Ministros de Cortes Superiores e Magistrados do TJDFT, deputados federais, distritais, senadores, equipes do GDF e mesmo meios de comunicação.
A divulgação do vídeo com a Jaqueline Roriz ‘olhando’ o dinheiro embolsado por seu marido e flagrado pela filmadora do Durval Barbosa serviu para deixar em polvorosa o povo que alimenta a central de boatos. Alguns são irresponsáveis, outros sonham com a implosão de tudo que aí está pelo simples fato de que ficaram alijados das benesses que tinham em governos anteriores. Separar o interesse pessoal do que pode ser verossímel é desafio pra lá de complexo.
Trocando mensagens via twitter com o também jornalista Rodrigo Vianna, deixei claro que, na minha avaliação, o ponto central é saber de onde o vídeo saiu – vazou. Ao que parece, este e supostamente outros vídeos teriam sido liberados pelo MP. Por trás desta ação, seria importante saber qual a motivação deste material ter sido divulgado só agora – tendo em vista que se tivesse sido veiculado antes das eleições teria impugnado a candidatura da filha de Roriz.
Há uma outra corrente que diz ser este apenas o primeiro de uma série de vídeos. E sempre apontam para a existência de coisas escabrosas envolvendo todo mundo. Volto a dizer: boato é uma coisa, fato é outra. É preciso, também, enfatizar que este material entregue pelo Durval foi cortado/editado segundo as suas conveniências. Ou seja: talvez nem ele (Durval) tenha mais a gravação na íntegra. Um excerto isolado do contexto é sempre uma faca de dois gumes e é escolhido muito mais pelo interesse ou vantagem pessoal do que amparado pela verdade.
Longe de mim pensar Durval como uma figura importante – ainda mais se levarmos em conta que a divulgação das primeiras imagens foi parte de uma estratégia do ex-governador Roriz de alijar Arruda do cenário político local. Para mim, ele é tão venal e abjeto quanto os que foram flagrados por sua câmera. E, num certo sentido, ele acaba sendo uma figura necessária – mas ao mesmo tempo desprezível porque não joga limpo, joga de acordo com sua estratégia.
Para ser bem sincero: não acredito nesta boataria. O que eu percebeo, volto a dizer, que há muito mais o desejo de alguns do que qualquer conexão com a realidade. E a realidade do momento, que pode ser desmentida quando algum destes boatos de hoje tiverem a materialização das imagens, é uma só: pegaram a filha do Roriz com a mão na massa.
O resto, reitero, é boato.





Pegaram a filha de Roriz com a mão na massa!

4 03 2011

Uma verdadeira bomba explodiu nesta sexta-feira de pré-carnaval aqui em Brasília: o Ministério Público divulgou um vídeo onde Jaqueline, filha de Roriz e tida como a aposta do clã para continuar sugando as tetas do Estado, está, junto com o marido, pegando dindin com Durval Barbosa. Dindin e também pedindo estrutura para a campanha.
A despeito do teor explosivo do vídeo – que a exemplo do carnaval de 2010 coloca outro político da turma do atraZo na bica de ser preso ou no mínimo cassado – fica a pergunta: por quais razões só agora o MP está liberando este material? O que mais está guardado lá na ‘pinacoteca’? Durval entregou tudo de uma vez ou está entregando na base do conta-gotas? Se está afzendo a entrega por etapas, isto quer dizer que houve uma ruptura dele com Roriz?
Antes que me digam que não é pinacoteca, vou explicar: é cada quadro surrealista que vem surgindo… É neste sentido que digo ‘pinacoteca’. Coloco isto porque tempos atrás escrevi que queriam ‘caçar’ o Tiririca e vieram dizer que estava errado. Eu queria dizer caçar mesmo, de abater, de tirar do cenário…
Voltando ao post… Como fica agora a situação política dela? Já era uma deputada que frequentava um escalão abaixo do baixo-clero – e depois da revelação destas imagens fica a pergunta: Por que só agora?
A bomba serviu para alimentar a turma do boato, aqueles que juram saber toda verdade, cochichando e dizendo que a ‘pinacoteca’ de Durval é razão para tirar o sono de muitos azuis, verdes e vermelhos de todos os matizes. Pergunta-se: a quem interessa este jogo de soltar aos poucos o conteúdo do material, como vem fazendo o MP? Esta gravação tem continuidade? O que mais está guardado?
Enfim… lá está outra vez o nome do DF envolvido com podridão!