Mídia e manipulação: tantas coincidências…

14 08 2010

Eu sei que papai noel não existe, mas continuo acreditando em papai noel.

É como eu sempre digo: existem, tantas coincidências no Brasil de hoje que já não se pode mais atribuir isto como fruto do acaso. Há quanto tempo a matéria da Época estava pronta? Provavelmente seis ou oito meses, como também está pronta uma edição contendo escândalos de sindicalistas, alguma requentando o pseudo-mensalão do PT, sabe-se que há uma edição sobre as estratégias de guerrilha do MST. Dia destes conversando com pessoa que está na ativa, revelou que teve a incumbência de preparar matérias ‘contra a tua turma’. Ou seja: a turma do Serra usou a imprensa para fazer aquilo que gosta de usar como acusação contra o PT e contra a Dilma: em lugar de reportagens, verdadeiras reporcagens sob o formato de dossiês.

E este material, via de regra, foi produzido por jornalistas que a Folha e outros meios de comunicação contrataram para trabalhar com a campanha do Serra. Aqui do DF, saíram algumas menininhas indicadas pelo ‘editor-chefe’ de um diário chinfrim, casualmente cria da Folha – saíram com a missão de reescrever textos que existissem com críticas ao Serra e também elaborar dossiês, digo… reporcagens. Como eu sempre digo: muitas coincidências…

Não se trata de invencionice, mas a dura realidade de quem sabe que, perdida a eleição, Globo, Folha, Veja, Estadão e alguns outros arremedos regionais de mídia que atuam mais como máfia do que amparadas em algum compromisso com a informação, sonham ao menos com um segundo turno.

O arsenal de dossiês com cara de reportagem está repleto. E quando surgir algo incômodo como o suposto sumiço do dinheiro tucano, coloca-se uma edição já pronta para rodar – lembrando que estranhamente a matéria contra os tucanos já estava disponíevl online na quinta-feira à tarde…

É enojante o papel que a mídia desempenha. Como pontuou com muita ironia o Paulo Henrique Amorim: que a Época também pergunte ao Serra sobre as atividades terroristas da Ação Popular, da qual ele fazia parte, e os assaltos a banco do Aloysio Ferreira Nunes.

Se alguém, por ingenuidade, pensa que este povo que é porta voz das elites vai aceitar a derrota do Serra no 1º turno sem partir para a baixaria, aviso desde já: esqueçam e se preparem. A guerra, em verdade, nem começou.