Serra e o sigilo violado: mídia requenta notícias

9 09 2010

Pode soar estranho, mas é verdadeiro.
Pode soar ridículo, mas é verdadeiro.
Todo este alarde acerca do sigilo fiscal do Serra e de outros é balela. Como afirma com muita propriedade o jornalista Paulo Henrique Amorim: Serra trabalha para desqualificar um livro que vai ser lançado em 2011 e não para tentar mudar o quadro da eleição de 2010.
Exemplo clamoroso desta manipulação espúria encontramos no fato, por exemplo, de que apenas Eduardo Jorge tem a relação completa dos quase três mil CPFs acessados na agência de Mauá da Receita. Porque a Receita não toma uma titude e termina com o cineminha dos bandidos do PSDB? É simples: informa todos os CPFs que foram acessados e pronto. Termina o drama. Acaba a sangria diária. Esvai-se o circo.
Por que a Receita não libera os nomes de todos que tiveram seus dados acessados em 2009? Em parte porque a Receita está imersa numa guerra fisiológica e corporativa onde os auditores – que se pensam uma espécie de deuses tributários – querem a Receita para eles, não para a sociedade e nem para o governo.
De outro lado, há um grupo que defende, por exemplo, um controle externo da Receita. Este grupo, onde há uma percepção maior do próprio papel da Receita e de que ela existe para a sociedade e não para o benefício dos seus servidores, precisa ser mais ouvido.
Outra medida simples e que ajudaria e muito a oxigenar a Receita Federal seria a transferência de auditores ao cabo de três anos. De preferência para outros estados, de forma escalonada, impondo quarentenas e a não formação de grupos de ação. Evitaria que certas práticas se tornassem lesivas aos interesses da sociedade e da Receita.
Mas, voltando ao tema original deste comentário: a mídia, os tucanos e parcelas do Judiciário vivem de requentar notícias. Observem esta reportagem do SBT – algo lá de 2006… ou antes…





Cloaca: emoção e reconhecimento

25 08 2010

O 'Sr. Cloaca' e Paulo Henrique Amorim - justa homenagem a quem não deu tréguas à imbecilidade da mídia


Um dos pontos altos do 1º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas foi a entrega do Prêmio Barão de Itararé 2010 ao mais ‘representativo’ blogueiro do País. Por aclamação, a láurea coube ao ‘Sr. Cloaca’, que conseguiu com seu estilo irreverente, ácido e bem humorado ser uma pedra permanente no sapato de toda diretona.
Ficou emocionado, foi parar na Santa Casa de São Paulo, também por conta da nicotina, e teve como principal cabo eleitoral, José Serra e seu ataque aos ‘blogues sujos’.
Na foto, o ‘Sr. Cloaca’ e o jornalista Paulo Henrique Amorim – os linkes dos dois blogues estão ao lado, nesta página..





Mídia e manipulação: tantas coincidências…

14 08 2010

Eu sei que papai noel não existe, mas continuo acreditando em papai noel.

É como eu sempre digo: existem, tantas coincidências no Brasil de hoje que já não se pode mais atribuir isto como fruto do acaso. Há quanto tempo a matéria da Época estava pronta? Provavelmente seis ou oito meses, como também está pronta uma edição contendo escândalos de sindicalistas, alguma requentando o pseudo-mensalão do PT, sabe-se que há uma edição sobre as estratégias de guerrilha do MST. Dia destes conversando com pessoa que está na ativa, revelou que teve a incumbência de preparar matérias ‘contra a tua turma’. Ou seja: a turma do Serra usou a imprensa para fazer aquilo que gosta de usar como acusação contra o PT e contra a Dilma: em lugar de reportagens, verdadeiras reporcagens sob o formato de dossiês.

E este material, via de regra, foi produzido por jornalistas que a Folha e outros meios de comunicação contrataram para trabalhar com a campanha do Serra. Aqui do DF, saíram algumas menininhas indicadas pelo ‘editor-chefe’ de um diário chinfrim, casualmente cria da Folha – saíram com a missão de reescrever textos que existissem com críticas ao Serra e também elaborar dossiês, digo… reporcagens. Como eu sempre digo: muitas coincidências…

Não se trata de invencionice, mas a dura realidade de quem sabe que, perdida a eleição, Globo, Folha, Veja, Estadão e alguns outros arremedos regionais de mídia que atuam mais como máfia do que amparadas em algum compromisso com a informação, sonham ao menos com um segundo turno.

O arsenal de dossiês com cara de reportagem está repleto. E quando surgir algo incômodo como o suposto sumiço do dinheiro tucano, coloca-se uma edição já pronta para rodar – lembrando que estranhamente a matéria contra os tucanos já estava disponíevl online na quinta-feira à tarde…

É enojante o papel que a mídia desempenha. Como pontuou com muita ironia o Paulo Henrique Amorim: que a Época também pergunte ao Serra sobre as atividades terroristas da Ação Popular, da qual ele fazia parte, e os assaltos a banco do Aloysio Ferreira Nunes.

Se alguém, por ingenuidade, pensa que este povo que é porta voz das elites vai aceitar a derrota do Serra no 1º turno sem partir para a baixaria, aviso desde já: esqueçam e se preparem. A guerra, em verdade, nem começou.