FHC até parece um ‘trapalhão’ a serviço do PT

13 04 2011

Há certos momentos nos quais a gente lê, relê e volta ao ponto inicial na vã esperança de estar lendo errado, de não estar compreendendo algum sentindo oculto, alguma genialidade nas entrelinhas. Mas, vencidos pela realiadde, somos obrigados a aceitar o que pensamos irreal.
Cada intervenção de FHC é um desastre político, como foi o seu mandato presidencial – com a dilapidação do patrimônio público no mais famigerado e criminoso processo de transferência de um bem de todos para o benefício de poucos. Nem vou discutir os méritos da privatização, mas sim a imensa picaretagem e negociata no qual se transformou este evento onde andaram, par-e-passo, a pilantragem e a irresponsabiliadde – sob o manto da insanidade. É sabido que as empresas públicas de telefonia foram doadas com valores bem abaixo do mercado – sem a salvaguarda ou a preopcupação com o consumidor que hoje paga as mais elevadas tarifas para celular, fixo e internet do mundo (para um serviço imundo, vil e degradante); a Vale do Rio Doce foi ‘doada’ por algo como 10% do seu valor real, a transferência de rodovias com curso de pedágio garantindo um retorno absurdo da casa de 30% do valor investido.
Alguém lembra de 2006 quando FHC garantiu a vitória de Lula no 2º turno ao dizer que era sim preciso privatizar Banco do Brasil, Caixa e Petrobrás? Ou alguém já esqueceu da nunca desmentida reunião com investidores em Foz do Iguaçu em 2010 quando FHC disse que Serra seria apenas um fantoche em suas mãos e ele garantiria que o Pré-Sal estaria nas mãos das multinacionais – e com o fim do modelo de partilha aprovado pelo governo Lula?
A compulsão de FHC pela verborragia é algo a ser estudado por especialistas em distúrbios ou descompasso entre o ego exaltado e o anonimato e ostracismo ao qual a história o está relegando – e nem questiono aqui se este esquecimento é justo ou não.
Mas eis que ele ataca novamente. No momento em que a oposição se fragmenta e uma parcela tenta criar um partido para flertar com o Governo Dilma – o PSD é composto daqueles que sabem que sem máquinas públicas não têm como sobreviver. O seu último ataque pró-PT foi este seu artigo no qual ele diz categoricamente que o PSDB deve deixard e lado os pobres e os movimentos sociais e moldar seu discurso para tentar engambelar a nova classe média. Ele não está de todo errado em sua abordagem, afinal foi esta nova classe média quem garantiu a vitória de Piñera no Chile – derrotando um governo que havia propiciado sua (desta nova classe média) mobilidade social.
O probelma de FHC, ao menos na minha opinião, é o seu ego. Ele deve escrever tais artigos e lê-los olhando-se no espelho – como a escutar o seu próprio elogio ao brilho intelectual que ficou perdido naquelça sua antológica frase solicitando que todos esquececessem o que ele havia escrito e dito até então.
Como ideólogo tucano, diria que FHC é um dos melhores propagadores do PT.





Um pouco de luz para assustar quem vive das trevas

9 03 2011

Nasci no campo e cedo aprendi com meu pai que o meio mais seguro de evitar que as ratazanas não atacassem milhões, arroz, feijão e outros produtos guardados no galpão (paiol) era deixar a luz entrar nestes ambientes. Assim também é com as baratas, que vivem em esgotos e bueiros – basta tirar a tampa e correm desesperadas de um aldo para outro. É de lá que vem a expressão: correndo feito barata tonta.
Foi lembrandod e meu pai que resolvi tomar uma atitude e, pela reação, vejo e pressinto que se trata da mais correta: como os vermes continuam valçendo-se das redes sociais, dos grupos de debates e listas das quais faço parte para continuarem com a disseminação de mentiras e ataques furibundos e ensandecidos, tomei a decisão de passar a publicar tais aleivosias, tais diatribes no blog.
A publicação de um – que pode ser lido no link https://passelivreonline.wordpress.com/2011/03/03/a-direita-e-incansavel-e-burra/ – gerou reações de ameaças, arrogância, ódio e rancor. Mas tenho para mim que colocar estas visões e estes ataques doentios diante da opinião pública, disseminá-las para que mais pessoas saibma o que está sendo ‘distribuído’, é parte do processo de debater estas posições.
Longe de mim debater ou defender esta ou aquela bandeira. O que eu considero fundamental é que as pessoas debatam estes assuntos como parte de um processo dialético, não vociferando aleivosias e destilando e insuflando o ódio. Escrevi, e pode ser pesquisado neste blogue, um texto sobre os riscos de vivermos em um País sem uma oposição séria. Disse, inclusive, que o grande problema do Lula foi o fato de a oposição ter deixado de fazer política e se prestado ao papel de boneco manipulado pela mídia e pelas grandes corporações privadas.
O diacho é que este povo da oposição e seus porta-vozes obscuratistas não aprenderam com as sucessivas surras que levou. Perderam o rumo e o eixo e hoje observam, sem forças, a consolidação do projeto político que teoricamente deveria ter sido implantado pelo PSDB. Tenho para mim que o PT hoje domina o centro da cena política nacional, assumindo uma visão social-democrata – enquanto que a turma do Psdb e as exéquias do Demo e do PPS migram céleres para a extrema direita.
Por esta razão, volto a dizer: faz falta ao Brasil uma oposição política, uma alternativa de poder, um projeto diferenciado. Tanto é verdade a barafunda na qual os tucanos se meteram que a campanha do Serra chegou a usar imagens do Lula e em muitas eleições estaduais – mesmo aquelas vencidas por candidatos da extrema-direita, como no Paraná, SC, SP, MG e outros – os candidatos diziam que tinham boas relações de amizade com o Governo Lula.
Posso ser enfadonho e repetitivo, mas não vou desistir e nem mudar de batida: falta uma oposição política, um projeto alternativo para o País – para que a sociedade tenha como cotejar os dois (ou mais, se for o caso). Mas este projeto não emergirá,a na minha visão, destes grupos que hoje estão postados nem na extrema-direita (Psdb, PPs, Demo, PV e um sem fim de agremiações mais parecendo balcões de negociatas fisiológicas) e nem na extrema-esquerda (Pstu e Psol). E não emergirá porque os dois campos assim antagônicos pautam sua ação muito mais de olho na repercussão junto da mídia do que preocupados em mostrar para a sociedade que existem outras variáveis, outros caminhos.
Em relação aos textos do meu e-mail, volto a repetir e reiterar: eles serão sempre publicados, porque eu sei, afinal de contas nasci no campo e lembro bem de muitas das lidas campeiras, que elas não toleram a luz, nem a claridade.





Por trás da queda

3 03 2011

Confesso que ontem, depois do anúncio da queda de Emir Sader, fiquei preocupado com o rumo que este governo da Dilma está tomando. Volto a repisar uma tecla que me angustia: o PT já ocupou, no coração da elite, o espaço que antes era reservado ao PSDB. Se voltarmos ao começo dos anos 90, haveremos de nos lembrar que a agremiação tucana surgiu com um forte discurso social-democrata – que é hoje o retrato mais acabado deste PT.
A caminhada para o centro, sem preconceitos se aliando com agrupamentos de centro direita e de centro esquerda, já forçou os tucanos a adotarem um discurso de extrema-direita nas eleições de 2010. Digo, inclusive, se os tucanos quiserem sobreviver, terão de ocupar o espectro, o espaço e o campo que hoje está nas mãos do Demo, do PV, do PPS, do PTB e um sem fim de siglas que não chegam a se configurar em partidos – assumindo, também, a aliança com as alas mais conservadoras da maçonaria, tfp, udr, igrejas católica e pentecostais e outros grupos.
Com a ida do PT para o centro, com uma forte visão social-democrata nos moldes europeus dos anos 60 e 70, e com a ida do PSDB para a extrema-direita, há espaço sim para um partido de esquerda – ideia que deve mover boa parte de quem está no PSB, mas este sofre também pelo fato de sua cúpula ser de centro, com fortes pendores para a direita.
Assim… quem fica na esquerda? Nem Pstu e nem Psol dão sinais de capacidade política de transcenderem a dimensão de agrupamentos – com bons e preparados quadros, mas ainda carecendo de maior interação com o conjunto da sociedade, com dificuldade de levar a sua mensagem e sendo estereotipado até mesmo pela mídia, que acolheu o PT e rejeita divulgar as ações destes grupos efetivamente de esquerda.
Dentro desta visão, o episódio Emir Sader revela algumas questões fundaentais e isto ficou claro na extremada alegria com que comentaristas de TV, de jornais/blogues/portais e de rádio, ligados ao conservadorismo e obscurantismo da mídia comentavam que Ana de Holanda havia vencido a queda de braço contra os petistas. Também confirma, como já disse antes, que o PT hoje é o partido de centro que as elites adotaram.
Este episódio vem na esteira de outras ações de Dilma que deixam a militância de cabelos em pé, como a presença no convescote da Folha, nos programas de tititi e na relutância do governo de assumir a luta política pela regulação da mídia.
Para quem esperava que Dilma ajudasse a embicar o barco do governo um pouco a bombordo pode ir se acostumando com a certeza de que a timoneira está mais interessada em flertar a estibordo/boroeste. A travessia até 2014, ao que tudo indica, será de muitas e outras tantas frustrações de curso e não se admirem se esta mesma militância começar a trabalhar silenciosamente pela volta inexorável de Lula nas próximas eleições.





Lula, sempre Lula

8 10 2010

O PT, convenhamos, é mesmo uma grande incógnita.
Terminado o 1º turno e sendo o grande vencedor das eleições – quer para governos, assembleias, Congresso Nacional e também para a presidência da República – os petistas sentiram o impacto da mídia e passaram a se posicionar como se tivessem sido derrotados.
Postei aqui dois ou três comentários sobre o fato do PT ser paulista demais para a realidade do Brasil, sendo que Lula é o único a fugir deste modelito do PT ser uma espécie de irmão siamês do Psdb.
E digo isto de forma tranquila, porque os dois partidos são dominados por caciques paulistas, onde os demais estados não passam de núcleos periféricos.
A diferença é que o PT tem Lula. Não fosse o Lula e o PT seria exatamente igual ao Psdb, sem nunca saber o que fazer, sempre esperando um chefe para decidir.
Depois de passar uma semana se lamuriando, eis que finalmente vem o Lula para colocar as coisas nos seus devidos lugares: Dilma foi sim a grande vencedora destas eleições. Chegou aos 47% dos votos e mesmo contra a mídia golpista, os porta-vozes do obscurantismo tanto católico quanto evangélico, ela é sim a favorita para o 2º turno.
Infelizmente o PT tem uma imensa dificuldade com as críticas a sua postura política. Quem se atreve a criticar o paulistanismo da cúpula petista logo é visto, tachado e considerado inimigo. Mas a verdade é que o PT precisa nacionalizar seu discurso – hoje, volto a dizer, esta visão é restrita a Lula.
É típico desta postura de irmão siamês dos tucanato o desejo pessoal de boa parte dos dirigentes petistas em viver sob luzes, holofotes e se sentem particularmente regozijados quando aparecem nos jornais da burguesia. Tanto assim que a Secom do Governo Federal é hoje um pequeno território do modo tucano de ver a vida.
A diferença entre o PT e o Psdb é que o primeiro tem Lula…





Aécio queria os dados de Verônica

1 09 2010

A desinformação é a mais vil das estratégias políticas em tempos de eleição. O que ninguém quer fazer é pensar, é avaliar a realidade.
Os dados de Verônica foram acessados em setembro de 2009.
Foi mais ou menos por este mês que os tucanos Serra e Aécio estavam eriçados, um querendo a confirmação da can didatura e outro defendendo as prévias.
Foi mais ou menos por este mês que o jornalista Juca Kfhouri, da turma do PPS paulista e amigo de Serra, publicou inclusive a suposta agressão de Aécio a uma mulher numa festa no Rio.
O clima entre os dois era de beligerância total.
Aécio, mineiro e matreiro, conhece bem o modo de Serra fazer política e tratou de se precaver. Ele foi atrás de onde tem marimbondo.
Os dados de Verônica destinavam-se aos dossiês de Aécio. Para atacar Serra. O resto é invenção.





Olha a turma da preguiça

23 07 2010

Recebo do sempre atento, diligente e comprometido João Lobo uma mensagem que nós precisamos replicar pelo Brasil a fora: vocês sabem quais os congressistas mais preguiçosos, faltosos, omissos e ausentes?
Pois é…
Eles devem passar a maior parte do tempo reunidos com o pessoal da mídia… recebendo as lições do que devem falar, como devem falar e assim ter espaço no dia seguinte…

DEM, PPS, PSDB, vai trabalhar bando de safados!
A consultoria política Arko Advice fez uma pesquisa sobre o comportamento dos partidos durante as votações no congresso nacional.

Este levantamento revelou o comportamento preguiçoso dos partidos DEM, PSDB e PPS.

Das votações de 2010 os deputados e senadores do DEM estiveram AUSENTES em 42.1%.

Em 2010 os deputados e senadores do PPS estiveram AUSENTES em 49.76% das votações. Este foi o campeão da preguiça.

Já o PSDB foi um pouco menos horrível: 39% de AUSÊNCIAS.

A consultoria consultou cada votação e viu quem estava presente e quem não estava. Assim ela estabeleceu a porcentagem de cada partido.

Os menos faltosos são o PSOL, o PCdo B e o PT, nesta ordem.

É preciso conscientizar toda a população, para que NINGUÉM VOTE NOS DEPUTADOS E SENADORES PREGUIÇOSOS DO DEM, PSDB E PPS.

Vamos virar este jogo. VIRADA CONTRA O PSDB, PPS E O DEM.

DEPUTADO PREGUIÇOSO, TÔ FORA!

Ajude a divulgar esta mensagem para todos que você conhece.

Vamos impedir que estes 3 partidos de preguiçosos tenham deputados e senadores.

Mande esta mensagem para todos que você conhece.

PS: aposto que o salário eles receberam integral. Já viu deputado ter desconto na folha de pagamento?
Deveriam devolver todo o dinheiro.
(o posto foi originalmente publicado em http://machoverdadeiro.blogspot.com/2010/07/dem-pps-psdb-vai-trabalhar-bando-de.html)
===
siga-nos: http://twitter.com/passelivredf





O PSDB e as Farc – II

20 07 2010

Candidato de Serra acusado de ligações com as FARC
Enviado por luisnassif, ter, 20/07/2010 – 08:15

Por daSilvaEdison

Farc e o Aloysio na mesma matéria pode não dar certo.

No Governo FHC nossas autoridades participaram de diversas reuniões com as FARC.

Muitas delas formais, protocolares, documentadas. E outras nem tanto, como convém à diplomacia.

Consta que o Aloysio ciceroneava o Raul Reyes quando o comandante por aqui circulava em missão sigilosa. Será que esses encontros eram para tratar da logística do narcotráfico?

Eu não tenho dúvidas: não eram.

Comentário

Não leve o título do post a sério. É apenas uma demonstração de como é fácil manipular teorias conspiratórias envolvendo as FARC. Há tempos, blogs de ultra-direita disparam insinuações por todos os poros, algumas delas contra Aloysio Nunes Ferreira, o político que Serra queria para sucede-lo no governo do Estado.

Em sua coluna no Estadão, hoje, Dora Kramer trata o caso das FARC como “mais velha que a Sé de Braga e absolutamente inócua em termos eleitorais”.

Já o jornal menciona a tal capa da Veja sobre o tema, para tentar salvar o tema.

Clique aqui para ler o capítulo que escrevi sobre o tema na série “O Caso de Veja”, mostrando a maluquice da reportagem.

No final, uma “aula” de jornalismo do diretor de redação Eurípedes Alcântara, para uma turma da Abril, desdizendo tudo o que a reportagem insinuava.

Finalmente, notas e matérias sobre as supostas ligações de Aloysio com as FARCs.

O Caso FARCs

Na edição de 16 de março de 2005, Veja cometeria mais um de seus malabarismos editoriais, com a matéria “Tentáculos das FARC no Brasil”

Foi matéria de capa. A ilustração era uma metralhadora e o texto incriminador:

“Espiões da ABIN gravaram representantes da narcoguerrilha colombiana anunciando doação de 5 milhões de dólares para candidatos petistas na campanha de 2002”.

Depois, outro texto:

“PT: militantes serão expulsos se pegaram dinheiro das Farc”.

Havia excesso de textos na capa, ferindo princípios básicos de clareza editorial. A revista estava em plena campanha, na sucessão de capas sobre Lula. E pouco se lhe interessava saber da consistência ou não das matérias. Nas páginas internas, ficaria mais claro o estilo Veja de criar matérias através da manipulação de ênfases.

Jogam-se acusações enfáticas. Depois, algumas ressalvas para servir de blindagem contra ações judiciais, seguidas de novas acusações taxativas.

O que se tinha, objetivamente, era um informe da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), uma página, três parágrafos e nada mais, na qual um agente infiltrado relatava um encontro em uma chácara, com um padre supostamente ligado às FARCs. O padre era conhecido como um mitômano, há muito tempo afastado do contato com as FARCs.

No encontro, teria mencionado o suposto financiamento à campanha do PT. Não havia nenhuma indicação a mais sobre isso. Na ABIN, não se levou a sério o informe.

Para sustentar a matéria, Veja assegurava que o informe tinha recebido tratamento relevante da ABIN e que havia documentos comprovando as doações. Não aceitou a palavra oficial da ABIN, de que nunca levou a sério o informe.

Esses documentos, comprovando as supostas doações, nunca apareceram, o caso morreu de morte morrida. E o fecho se deu este ano, com a curiosa explicação do diretor de redação Eurípedes Alcântara para o papel de Vejano episódio.

Mas, antes disso, acompanhe o desenrolar dessas matérias. (clique aqui para continuar)

No final da matéria a “aula” de Eurípedes no curso Abril:

Escrever pensando

No dia 24 de janeiro de 2008, o diretor de redação de Veja, Eurípedes Alcântara, proferiu palestra para os alunos do Curso Abril de Jornalismo (clique aqui).

No intertítulo “As marcas de Veja”, Eurípedes descreve a receita de jornalismo praticado pela revista.

O Diretor de Redação expôs alguns pontos essenciais para a produção da revista. Um deles é o controle que o repórter precisa ter sobre a matéria. “Não é a pauta ou a fonte que têm de dominar o jornalista”, disse.

Provavelmente, nem a informação pode servir de limitação. Segundo a aula de Eurípedes, Veja pratica o conceito de “escrever pensando”:

Outro ponto é a diluição de conteúdo opinativo em meio às reportagens, a qual Eurípedes chama de “escrever pensando”. O jornalista ponderou sobre as diversas interpretações dos críticos sobre determinadas reportagens da revista. “Você só pode ser cobrado por aquilo que escreve. Não pelo que interpretam”.

Cobrado pela capa das FARCs, explicou o que a revista fez:

“A Veja disse que a Abin estava investigando. Não disse que Lula recebia de guerrilheiros. Isso é uma interpretação”.

De fato, tudo não passou de uma grande interpretação, com direito a capa.

O curioso, nesse endosso que o candidato José Serra dá às estripulias do “Viceíndio” (o endereço do Índio no Twitter), é que seu candidato do coração, Aloysio Nunes, já foi alvo da ultradireita, acusado de manter contatos com Raúl Reys, o primeiro homem das FARCs.

Do Cláudio Humberto, 12/03/2008

Encontro confirmado

Desmemoriado, o ex-ministro de FHC Aloysio Nunes Ferreira negou haver recebido o bandidão das Farc Raúl Reyes, morto há dias. Mas arapongas confirmam o encontro em um sítio em São Paulo, também com o ex-deputado João Herrmann (PPS) e outros esquerdóides.

Do Diárioweb

O chefe da Casa Civil do governo José Serra, Aloysio Nunes, negou, por meio de assessoria de imprensa, que como Ministro da Justiça, em 1997, tenha mantido contato com o número 2 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes.

…NÃO SEI…

A informação do suposto encontro foi divulgada ontem pela coluna do jornalista Cláudio Humberto (www.claudiohumberto.com.br). O contato entre Aloysio e o guerrilheiro morto na semana passada teria ocorrido em Porto Alegre, durante encontro do Foro de São Paulo, grupo que reúne esquerdistas de toda América Latina.

…E NEGO

Aloysio, porém, se recusou a dizer se, como político e também ex-guerrilheiro, já teve contato com as Farc em outra época e se aprova a conduta do grupo colombiano que se diz “revolucionário” e seqüestra pessoas como meio de negociação.

Do Blog do Mesquita

Brasil – Da série “Relembrar é preciso” – As Farc e a turma do FHC

José Mesquita Brasil, Circula na rede, Da série “relembrar é preciso”, Internet, Nota do editor, Política, Política internacional 13 de março de 2008 às 11:37

Não somente os maluquetes do PT – participaram, sob a batuta do aloprado Marco Aurélio “top-top” Garcia -, de um tal “Foro de São Paulo”, no qual os narcotraficantes colombianos foram incensados como os redentores da humanidade.

Mas, pasmem!, a curriola tucana esquerdete do sociólogo da entregação, também entabulou namoricos com os doidivanas das selvas do Uribe.

Confira nota abaixo.

Aloysio nega outra vez encontro com Reyes.

Coluna do Claudio Humberto

O ex-ministro de FHC Aloysio Nunes Ferreira insiste que não se encontrou com o bandidão das Farc Raúl Reyes, recentemente morto pelo exército colombiano. “Esta novela já ultrapassou as raias do delírio”, disse ele, para depois garantir que não é um desmemoriado: “Eu tenho uma excelente memória – como iria me esquecer de um encontro campestre com João Hermann?”

Arapongas ouvidos pela coluna, e que participaram do monitoramento da presença de Reys no País, em 1997, garantem que o então ministro de FHC se encontrou com o bandidão das Farc em um sítio, nos arredores de São Paulo, na companhia do então deputado João Hermann (PPS-SP) e outras figuras da esquerda brasileira.





O PSDB e as Farc – I

20 07 2010

Nada mais enojante do que a hipocrisia e a pilantragem advinda da corrosiva e deplorável aliança entre a mídia, setores do Judiciário e a chamada ‘oposição’ política brasileira – na verdade um bando de imbecis que se abrigam no Psdb, no Demo, no Pps e algumas doidivanas tipo Roberto Jeferson.
Como o assunto das ‘Farc’ vieram à tona, cabe aqui destacar como foi a convivência tucana com este grupo. Transcrevo o material do blog do Luis Nassif


Por Mario Sergio

Rapidamente, tentei acessar pelo Google algumas matérias da época FHC, sobre as FARCs.

Eu já tinha acessado antes, há uns dois anos atrás e algumas tratavam sobre encontros e intermediações diplomáticas do governo FHC com o intuito de intermediar o conflito com a guerrilha.

Quem se destacava nesses contatos era o hoje senador Arthur Virgilio. Lembro-me que usei alguns copy/paste das matérias para contrapor à tentativa (agora repetida) de criminalizar algo trivial e necessário em conflitos dessa natureza em países vizinhos.

Porém não encontrei mais as matérias sobre os encontros e declarações do Arthur Virgílio à epoca.

Folha – 10/11/98

GUERRILHA
Rebeldes colombianos estão em Brasília
Farc querem abrir escritório no Brasilda Redação

As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) querem abrir um escritório regional em Brasília para facilitar a inclusão do governo brasileiro nas negociações de paz.

Desde a semana passada, Hernán Ramírez, um dos comandantes do grupo, está em Brasília negociando com parlamentares a abertura do escritório. Ele se juntou a Oliviero Medina, representante das Farc que vive no Brasil há um ano. Na quinta-feira passada, eles se encontraram com o deputado Tuga Angerami (PSDB-SP) e, amanhã, se reúnem com Artur Virgílio, secretário-geral dos tucanos.

Segundo Angerami, as Farc querem que o governo brasileiro participe do processo de paz como fez para solucionar o conflito entre Peru e Equador. Por isso, pedem reconhecimento político no Brasil.

Com 12 mil rebeldes, as Farc são a maior e a mais antiga guerrilha da Colômbia (surgiu em 1958).

Combates entre guerrilheiros e Exército deixam 3.000 mortos por ano. Há 16 anos, o governo colombiano negocia com o grupo um processo de paz. (LUÍS EBLAK)

Da Defesanet

Os contatos das FARC no Brasil

Alguns dos primeiros parlamentares brasileiros com os quais as FARC se encontraram, em final de 1998, foram os deputados tucanos Tuga Angerami (PSDB-SP) e Arthur Virgilio (PSDB-AM). À época, Virgilio era secretário-geral do PSDB. “O Brasil tem grande importância diplomática na América Latina. Podemos ajudar a Colômbia a pôr fim aos conflitos”, disse Virgílio à Folha de S. Paulo, para explicar sua atuação.

As FARC tentaram ser reconhecidas oficialmente como força beligerante pelo governo brasileiro, o que poderia ajudar nas negociações de paz – que naquele momento pareciam promissoras – com o governo colombiano. Poucas semanas antes, a intermediação brasileira havia levado a um histórico acordo de paz entre Peru e Equador.

Para tentar alcançar seu objetivo e serem autorizadas a abrir um escritório de representação em Brasília, as FARC enviaram um de seus comandantes, conhecido como Hernán Ramírez, para fazer contatos com políticos e diplomatas brasileiros. Ramirez encontrou, entre outros, dezenas e dezenas de deputados e senadores, de todas as forças políticas.

Os esforços das FARC não deram certo. O Itamaraty não aceitou reconhecer diplomaticamente a guerrilha colombiana, embora as Forças Armadas brasileiras – conforme declarou o general Alberto Cardoso em agosto de 1999 – considerassem seriamente a hipótese de que as FARC pudessem ganhar a guerra, e tomar o poder na Colômbia.

Ainda assim, segundo escreveu o Jornal do Brasil em 17/10/99, Arthur Virgilio (àquela altura promovido líder do governo no Congresso) continuou sendo um importante contato das FARC com o governo Fernando Henrique Cardoso. Ao JB, Virgilio explicou que aceitara esta “responsabilidade” com o objetivo de colaborar com o processo de paz na Colômbia. Ainda segundo o JB, Virgilio teria tentado interceder em favor das FARC junto ao Itamaraty, sem sucesso.





Demo: a cachorrada não morde

29 06 2010

Todos acompanharam as manifestações de empáfia e basófia da turma do demo. Gritaram. Bateram na mesa. Ameaçar revelar-se. Tiveram a coragem verborrágica de colocar Serra e Dias em seus devidos lugares. Arvoraram-se de uma dignidade que a história do partido e a biografia de cada um dos emissores das bizarrices não registra. Parvos, tentaram levantar a voz – como se a turma do Demo não fosse tal qual os ratos e as baratas: se alimentando de restos.
Hoje, bem mais dóceis, voltaram ao seu natural de andar curvados. Quem não aprendeu a a andar ereto, vive de beijar e bajular. Passa a vida agradecendo migalhas. Passa a vida sem um pingo de difgnidade. A turma do Demo – junto com o PPS e o PTB – é hoje a banda mais enojante na política nacional. A caminho da extinção, os três representam aquilo que nós, enquanto sociedade, precisamos extirpar da vida política nacional.
Cabe semrpe lembrar que este Demo é da mesma turma que lambia as botas de generalecos. Eles trazem no seu ‘dna’ a condição de subalternos, de serviçais, de puxa-sacos aos quais cabe carregar as bandeiras e aplaudir. Cabe o papel de mula – e ainda querem ser tratados como se tivessem algum valor.
Foram muitas as risadas lendo as bravatas de imbecis como Caiado, Demóstenes, Rodrigo Maia, ACMNeto, o parlapatão Bornhausen e uma pirralhada que se esmera na arte de se superar na capacidade do ridículo.
Vão ficar quietinhos. Vão usar a coleira que lhes é devida. Vão ficar caladinhos, como sempre ficaram. Irão se contentar com um papel subalterno – antes de sumirem do mapa. A derrota do Serra será fundamental para que eles se dêem conta de quem o tempo das ratazanas já se foi.
Como espero a convenção do Demo na quarta para ver eles, ajoelhados, pedindo para apanhar na cara sem-vergonha, sendo obrigados a engolir a empáfia. Se desculpando por existirem… ou melhor: por pensar que ainda existem.





O isolamento de Roriz

24 06 2010

Só mesmo alguns blogueiros simpáticos ao ex-governador Roriz ainda insistem em dar-lhe sobrevida política. Ele mesmo dá sinais de que está entregando os pontos. Sabe, aconselhado por advogados, que sua luta será inglória. Ainda tenta vender uma imagem de otimismo, mas a percepção do desânimo e do abandono é patética.

Hoje se aninham ao redor de Roriz algumas siglas de aluguel – PSC, PMN, PTDB, PSDC, PTS e PRTB – nenhuma delas capaz de garantir o mínimo de seriedade para a sua candidatura.

Partidos como o PR e o PP negociam abertamente com Agnelo Queiroz e com Lula no sentido de encontrarem espaços na chapa do petista. As reuniões que se sucedem na residência do governador estão sendo vistas mais como ações de náufragos na espera de algo para salvá-los.

Por que o PR não pretende abraçar Roriz? É simples. Izalci sabe que a coligação não terá votos suficientes para eleger a ele e Jaqueline Roriz. Percebeu que esta conformaçãod e nomes e de partidos tem o único objetivo de garantir o mandato de deputada federal para a filha. Ele entraria como um ´ze mané’ somando votos. Por esta razão, é o maior interessado em estar numa coligação boa de votos onde possa garantir o seu mandato sem sobressaltos e riscos. Caso o PT/PMDB consigam acomodar Frejat numa das suplências ao Senado, é certo que deixarão Roriz. Até memso porque esta é uma articulação via Palácio do Planalto…

E o PP que é visto como aliado? Só mesmo quem conhece muito pouco de Brasília e da história política local poderá apostar nesta possibilidade. Benedito Domingos tem verdadeira ojeriza pessoal ao nome de Roriz – tanto assim que não tem participado das reuniões. Benedito, homem de fibra e fé, foi humilhado durante os quatro anos nos quais serviu de vice de Roriz entre 1999 e 2002. Roriz inclusive vivia disseminando, pela máquina de mentiras que sempre foi a Secom nos governos de Roriz, notícias desairosas contra Benedito. Porque este é o jeito do Roriz fazer política: engoliu Benedito porque precisava do voto dos evangélicos para vencer Cristovam e o PT em 1998. Consumado seu objetivo, tratou de destruir e ridicularizar Benedito.

E o PSDB? Trata-se de um grande enigma. Abadia quer um mandato e para isso se humilha pré-aceitando aliança com alguém que a chamou de ‘vadia’ no passado. Os tucanos no DF, por sinal, vivem em frangalhos e se atacando pelos bastidores. A Executiva Nacional ainda não bateu o martelo. O ideal seria uma terceira via, mas há o entendimento de que falta tempo para consolidar uma mensagem junto ao eleitorado.

O Demo, os verdes e o PPS juntos? É o que se desenha e este cenário, com anúncio de que se o PSDB continuar com frescura vão fornecer palanque para Marina Silva no DF, pode ser uma espécie de nau de franco atiradores. Fraga como candidato será uma metralhadora giratória para todos os lados, até porque viveu nas entranhas os governos de Roriz e de Arruda. Resta saber o que existe de verdadeiro e o que é apenas blefe na cruzada de Fraga. No caso do PPS, a sinuca é complicada e o partido teme ficar sem deputado federal e nem distrital.

O Gim vai com quem? O Senador Gim Argello vive um dilema de lealdade: mesmo desejando ser candidato, tem seu destino nas mãos do Planalto. O PTB deve levar uma das suplências ao Senado da chapa majoritária do PT. Neste caso, o nome mais forte para ocupar a vaga é a do advogado Paulo Goyaz, profundamente identificado com a sigla no DF e que é o preferido da militância e dos filiados.