Grêmio: não basta se dizer imortal, precisa é jogar futebol

15 04 2011

O Grêmio de 2011 é o mesmo Grêmio que vive de um faz de conta.
Jogadores medianos descobriram que ao se rotularem, em sites ou no twitter como ‘imortais’, caem nas graças de uma torcida forjada na mentira, no embuste.
Sou gremista de um outro tempo, confesso.
Sou de um tempo onde o time era limitado, mas tinha garra, tinha vergonha na cara.
Esta porcaria de ‘imortal’ surgiu de uma dos maiores fiascos do Grêmio, que foi o seu rebaixamento. E op Grêmio só subiu por conta do acaso, não de um time. Aquela história dos Aflitos e seu aspecto heróico, aquilo tudo serve para engambelar os jovens torcedores – que gostam de se sentir ‘partes’, quando atuam apenas como tolos. Repetindo asneiras sem parar para ver que nosso time se encaminha para ser uma espécie de ‘Ameriquinha’.
O que tenho visto em campo neste 2011 me envergonha e sinto que este sentimento também está presente nas reações dos meus filhos – gremistas iguais a mim.
O time não tem padrão de jogo, não tem esquema tático.
É um bando de ‘imortais’, verdadeiros peladeiros – comandados por um fanfarrão que, consumido pelo ego, esqueceu que a função de qualquer treinador é começar o seu time por um sistema defensivo confiável.
O Grêmio de Renato é uma piada e diria que o treinador já venceu seu período.
Falta comando. Faltam alternativas.
Talvez por ego, mas a verdade é que o Grêmio de Renato e Odone é um time tão medíocre – que leva sufoco que times como Liverpool, do Uruguai, e é goleado por timecos como o Oriente Petrolero.
Quanto tempo a direção vai demorar para intervir?
Que Renato volte a ser apenas treinador.
Ou que seja substituído – o que é minha recomendação.
Não precisa ir muito longe para contratar o substituto.
Basta chamar o desempregado Lisca e fazer uma limpa no plantel – mandando embora ‘imortais’ que me dão nojo e asco ver usando a camisa do grêmio. A lista é grande: Clementino, Viçosa, V. Pacheco, Rafael Marques, Gilson – apenas para começar.
O torcedor, fascinado pela basófia das declarações de amor do Renato – eu também declararia amor a um time se a cada 30 dias recebesse R$ 470 mil limpinhos por este amor – vai aceitando as palhaçadas que vem fazendo.
Acorda direção enquanto é tempo. O prazo de validade de Renato já venceu.





Libertadores – jogos fora complicam os brasileiros

16 03 2011

Começaram ontem os jogos de mais uma rodada da Libertadores 2011, na chamada fase de grupos. A rodada é particularmente delicada para os times brasileiros que seguem vivos na competição – exceção ao Corinthians que foi desclassificado pelo Tolima (que por sinal enfrenta o Cruzeiro em MG, depois de um empate heróico, por parte do time estrelado) e ao Flu – que sobrevive com ajuda de aparelhos e agora sem treinador. Mas o Flu só volta a campo na próxima semana.
Pode-se dizer que esta rodada marca a abertura dos chamados ‘jogos’ de volta – mas nãos e trata de uma verdade absoluta, porque há grupos com mais partidas já disputadas e outros ainda bem ‘atrasados’.

Grupo 1

Todos com quatro jogos e a liderança é do Libertad, do Paraguai – que soma 10 pontos, seis gols de saldo e está classificado (mesmo sem saber se em 1º ou 2º). Mas faz uma largada que o credencia a ser o time de melhor campanha na fase classificatória (o que implica em vantagens lá na frente quando na fase do mata-mata o segundo jogo sempre se dá na ‘casa’ do time com melhor campanha na 1ª fase.
Outros times do grupo 1:
San Martin – Peru – 6 pntos
Once Caldas – Colômbia – 3 pontos
San Luis – México – 2 pontos
Por incrível que pareça, até o San Luis tem chances ainda – tendo em vista que lhe restam mais duas partidas e teoricamente pode chegar a 8 pontos. Mas será preciso muita matemática e negar todo o desempenho até aqui (dois empates). Mais provável que o segundo classificado seja o San Matin, do Peru e que manda seus jogos no Estádio Monumental de Lima.

Grupo 2

É o grupo onde está o Grêmio – que em três partidas venceu duas e foi derrotado fora de casa para o Junior Barranquila, graças à providencial intervenção do árbitro. De qualquer forma, os jogos desta semana podem definir a situação de modo mais claro. A liderança é do Junior Barranquila que tem 9 pontos, seguido do Grêmio com 6. O Grêmio vai até o interior do Peru, cidade de Huánuco, para enfrentar o León – que levou 2 a 0 no Olímpico.
O jogo do Grêmio acontece às 5 da tarde desta quinta – 3 horas lá – porque o estádio não possui iluminação. Coisas da Conmebol. Na outra partida do grupo, o Júnior Barranquilla joga em casa contra o Oriente Petrolero e já pode carimbar e garantir a sua vaga.
Todos os times têm três jogos.
Junior Barranquilla – 9 pontos
Grêmio – 6 pontos
León de Huánuco – 3 pontos
Oriente Petrolero – 0 pontos

Grupo 3

É o grupo que tem o Flu na lanterna com dois míseros pontos. O grupo teve jogo ontem, com a vitória do Nacional de Montevidéui que fora de casa venceu por 1 a 0 o Argentino Juniors. O Flu só volta a campo no dia 23 de março – na outra semana, quando jogará ‘em casa’, contra o América do México. A vitória do Nacional não deixou o Argentno disparar, mas também não dá mais chance de vacilo ao Flu.
Vamos ver a classificação, colocando entre-parênteses a quantidade de jogos de cada um.
Argentino Juniors (4 jogos) – 7 pontos
América (3 jogos) – 6 pontos
Nacional (4 jogos) – 4 pontos
Fluminense (3 jogos) – 2 pontos

Grupo 4

Este grupo só terá jogos na próxima semana e não tem nenhum time brasileiro. Todos têm três jogos e a classificação, bem embolada, é a seguinte:
Caracas – 6 pontos
Universidad Católica – 4 pontos
Unión Española – 4 pontos
Velez Sarsfield – 3 pontos

Grupo 5

É o grupo no qual está o time do Santos e só tem um jogo esta semana, exatamente envolvendo o time da Vila contra o Colo Colo, jogo que acontece hoje no Monunteal David Arellano, em Santiago a sempre bela capital do Chile. Olhando-se, percebe-se que é o time com os jogos mais atrasados, razão pela qual colocarei a pontuação e o número de partidas já disputadas.
Assim, esta é a situaçãod e momento no grupo:
Cerro POrteño (3 jogos) – 5 pontos
Colo-Colo (2 jogos) – 3 pontos
Santos (2 jogos) – 2 pontos
Deportivo Táchira (3 jogos) – 2 pontos

Grupo 6

Neste grupo, o Inter faz hoje sua terceira partida – quando enfrentará em Cochabamba o Jorge Wilstermann. Aparentemente é o grupo mais fácil desta fase e o Inter deve ser o vencedor na partida de hoje – para chateação de gremistas que, a exemplo de mim, sabem que este time tem todas as condições de abocanhar em 2011 o 3º título da Libertadores. Pode perder apenas pela incompetência do seu treinador, porque em termos de time, elenco e força é o melhor do País. Cabe lembrar que todo começo de ano, esta é a avaliação que é feita do grupo/plantel colorado.
Hoje, neste grupo, também tem Emelec x Jaguares – deixando uma disformidade na quantidade de jogos de cada time. Assim, repitamos a estratégia de colocar o número de jogos já realizados.
Jaguares (3 jogos) – 6 pontos
Inter (2 jogos) – 4 pontos
Emelec (3 jogos) – 4 pontos
Jorge Wilstermann (2 jogos) – 0 pontos

Grupo 7

É aqui que a coisa também tá renhida. Todos os times já tem 3 jogos e ninguém conseguiu disparar.A rodada para eles começa hoje com o Cruzeiro recebendo na Arena do Jacaré em Sete Lagoas o deportes Tolima e amanhã temEstudiantes contra o Guaraní – do Paraguai.
Uma vitória do cruzeiro hoje clareia bem a situação – e é fundamental, porque o time do meu amigo Heleno Carvalho faz os dois últimos jogos fora de casa.
Cruzeiro – 7 pontos
Estudiantes – 6 pontos
Deportes Tolima – 4 pontos
Guararaní – 0 pontos

Grupo 8

Por fim, chegamos ao grupo que tem na liderança, por critérios de desempate, o Godoy Cruz, da Argentina. Confesso que nunca tinha escutado o nome deste time. Todos já realziaram três partidas e quem está em primeiro tem seis pontos (dois times) e quem está em último (dois times), conseguiram três pontos.
Vamos lá:
Godoy Cruz – 6 Pontos (saldo 1)
Peñarol – 6 pontos (saldo 0)
LDU – 3 pontos (saldo 0)
Independiente – 3 pontos (saldo -2)

Ou seja – se Grêmio, Inter, Santos e Cruzeiro vencerem, ficam em situação confortável…
Tirante pessimismos pontuais, a verdade que a situação mais tranquila é do Cruzeiro que joga em cas e do Inter que pegará mamão com açúcar. Pedreira mesmo tem o Santos e eu não aposto nada no time do Grêmio em face de uma teimosia de Renato em escalar o time para perder, coo se ele realmente estivesse querendo voltar a ser treinador do Flu…





Grêmio – um espetáculo deprimente numa tarde de sábado

12 03 2011

Sem me preocupar com mo resultado, o pior do jogo Grêmio x Cruzeiro foi perceber que o Renato amparado em seu gremismo de R$ 500 mil por mês está revelando uma incapacidade de montar taticamente o time. Já foi assim na partida contra o Caxias – como em outros jogos. Não nos iludamos, torcedores: o Grêmio não tem esquema tático e a única jogada ensaiada é o levantamento de bola para a área adversária.
Jogos como este de hoje servem também para ver quem tem algum futuro e quem precisa ser mandado embora por absoluta inaptidão. Sempre ressalvando a dúvida quanto a ser desmentido no futuro, mas pode-se dizer sem medo de errar que jogadores como Maylson, Vinicius Pacheco, Diego Clementino e Carlos Alberto – dos que começaram o jogo de hoje – não têm condições nem de completar o elenco.
Não diria que são ruins. Mas sim que são ruins demais. Comprometem o time e envergonham o torcedor.
Outra preocupação é quanto ao excessivo endeusamento de Renato mpor parte da torcida. Eu creio que ele está mais preocupado em jogar para a torcida do que interessado em fazer o time jogar. Tanto nos reservas quanto nos titulares, não há aproximação entre os jogadores, não há uma mecânica e fica um tal de alçar bola que é facilmente marcável pelo adversário. Lembremo-nos que o Grêmio perdeu André Lima e o Borges é um baixinho com boa impulsão. Nada além disso.
A insistência com a bola erguida é lamentável, porque não se trata de decorrência de uma jogada, mas reducionismo e simplificação.
Observando o jogo, pode-se dizer que o Grêmio entrou em campo extremamente mal escalado. Teria de ter começado com Mário Fernandes, Saimon, Neuton e B runo Colaço compondo a retaguarda. Na minha avaliação, o meio de campo teria de ser com Mateus Magro, Fernando, Mithuê (nem sei como se escreve o nome dele) e Emerson. O ataque com Wesley e Lins.
O Renato, ao que parece, tem especial predileção em fazer com que certos jogadores atuem fora de suas características. Mandar o Wesley sair da área é o memso que pedri para um elevante para lavar uma taça de cristal. Ele é jogador de área, com pouca mobilidade. Este trabalho teria sido melhor cumprido por Lins – que é arisco, tem velocidade e poderia contribuir mais do que Clementino.
Lamentável também o bagaço físico dos jogadores do Grêmio ao final da partida.
Por fim, as boas notícias (ao menos para mim) foram a confirmação de que Bruno Colaço deve ser titular do Grêmio; a qualidade do goleiro Matheus (não fosse ele e o Grêmio teria levado um balaio) e a constatação, ao menos para mim, que o Grêmio tem em seu elenco o atacante de velocidade que diz estar procurando no mercado. Resta saber se o Renato vai dar oportunidade para ele – me refiro a Lins.

E a Libertadores?

Estou apreensivo e com medo do jogo lá no Peru. O Grêmio que penou com o Liverpool – aquele time de amigos lá do Uruguai – e ainda não convenceu em 2011 é, para mim, apenas um bando de jogadores vestindo uma camisa gloriosa – sem esquema tático, sem jogadas ensaiadas e sem gerar confiança na torcida. Podemos passar de fase, mas não vejo nenhuma razão para acreditar no tri.





Grêmio campeão, mas ainda sem time

10 03 2011

Acompanhei aqui de Brasília, na companhia dos meus três filhos gremistas, a decisão da Taça Piratini – o turno inicial do Campeonato Gaúcho. A final foi contra o Caxias, dentro do Olímpico – mas quem sobrou em campo foi o time da serra gaúcha no primeiro tempo. E outra vez o Grêmio entrou com 9 em campo, numa teimosia incompreensível do Renato. Porque Carlos Alberto e Gilson podem ser gente boa, amigos e camaradas. Mas não são jogadores de futebol – ao menos não neste momento da temporada. Ou não são jogadores para o Grêmio.
O time do Lisca, treinador formado na base colorada e que tem feito uma carreira interessante em Clubes do RS, fez 2 a 0 e poderia ter feito mais – que não seria nenhum crime. Outra vez Renato teve de sacrificar muito cedo uma substituição, quando o paquiderme do Carlos Alberto saiu para a entrada de Bruno Colaço – arrumando um pouco a meia-cancha. Pode-se dizer que o Grêmio acho um gol com William Magrão quase no fim da etapa inicial e poderia até mesmo ter empatado numa cabeçada preciosa de André Lima que, como diriam os narradores de antigamente, tirou tinta da trave direita do goleiro.

Grêmio domina etapa final

O segundo tempo só teve um time em campo – mas daí esbarrou na defesa do Caxias, também por conta de apresentar num futebol burocrático. E foi amontoando gols desperdiçados – com Borges, com André Lima. A partir do meio da segunda etapa, o Grêmio voltou a contar com 11 jogadores, com a saída de Gilson e a entrada do Lúcio, aquele que é, na minha opinião, o ponto de equilíbrio de todo o time do Grêmio desde 2010 (naquela reação fantástica no Brasileirão). No primeiro lance, ele mostrou como se faz: Lúcio entregou uma bola precisa para Borges, mas o goleiro fez defesa no reflexo. Volto a dizer: Lúcio faz o time do Grêmio jogar com mais rapidez e qualidade.
Teve de tudo: expulsão, lesão e bate-boca – além de muita cera por parte dos jogadores de camiseta grená, mas apesar do amplo domínio do tricolor gaúcho a bola insistia em não entrar. Se na minha casa o clima era tenso, imaginemos só como estava a energia de milhares de gremistas.
Quase ao final, William Magrão que fizera o primeiro gol do Grêmio, salvou de forma espetacular aquele que seria o gol do título que subiria a serra.
Mas… com o Grêmio sempre tem um mas… no último lance, aos 49 do segundo tempo, uma bola levantada para a área e Borge dá uma ajeitada e Rafael Marques conclui empatando o jogo – levando a decisão para os penâltis. Então, outra vez entra o mas… Mas o Grêmio tem Vitor – que em 2010 pegou seis penalidades em jogos…
E foi ele quem pegou as duas primeiras cobranças executadas por atleteas do time caxiense. O Grêmio convertera todos – com Borges, Douglas, Rochemback e finalmente Lúcio, fazendo o gol que fez a torcida – 23.456 pessoas – explodir de alegria no Olímpico.

Teimosia e susto

Renato contou mais com a sorte do que com a qualidade do time ou a organização tática para conquistar o seu primeiro título treinando aquele que ele mesmo diz ser o seu time do coração, clube pelo qual ele conquistou os maiores e mais importantes títulos de sua carreira de jogador. Alguns jogadores já deixaram claro que não tem condições de estar nem ao menos no grupo do Grêmio – casos de Gilson, Carlos Alberto e Diego Clementino. Também deve ser só por birra que Renato insiste em jogador com dosi centroavantes de área. Bastos o time do Caxias encurtar os espaços e a dupla de ataque naufragou.
Que fiquem as lições que nem a conquista desta Taça Piratini é suficiente para jogar para um segundo plano. O time foi mal escalado e Renato precisa rever seus conceitos.

Alívio

Festa lá no RS, festa dos gremistas pelo Brasil afora e alegria dos meus meninos que, mesmo longe do RS, criaram uma garra e são parceiros para torcer pelo Grêmio. E eu sempre aviso: para nós, do Grêmio, tudo é muito difícil.
Mas… assim é o Grêmio…