A Grande Família Roriz

29 09 2010

Não sei quem é o autor desta obra-prima, mas vale a pena se deleitar. E se envergonhar de viver em uma cidade/estado onde este povo ainda consegue tapear incautos.





Roriz: MPE diz não à palhaçada da família

29 09 2010

Conforme já havíamos informado aqui aos leitores do blogue – https://passelivreonline.wordpress.com/2010/09/24/zupiroli-a-jogada-de-risco-de-roriz/ – o MPE assinou parecer contrário à candidatura laranja, hipócrita, cínica e desrespeitosa de Weslian Roriz. Até para a patifaria é preciso ter limites!

Infelizmente a matéria veiculada na página do Correio Braziliense desinforma o leitor, não explicando as razões que levaram o MPE a se posicionar. Cm todo respeito a quem a ‘assina’, mas trata-se de um texto que não diz coisa com coisa. De qualquer sorte, publico primeiro a versão do Correio Braziliense e depois a que foi veiculada na Folha Online e que resgata a tese e o argumento defendidos por Zupiroli em rápidas considerações veiculadas pelo blogue.

No Correio Braziliense:

MPE dá parecer contrário ao registro de candidatura de Weslian Roriz

Lilian Tahan

Publicação: 28/09/2010 17:22 Atualização: 28/09/2010 21:10

O Ministério Público Eleitoral assinou na tarde desta terça-feira (28/9) parecer contrário ao registro de candidatura de Weslian Roriz (PSC), que substitui o marido Joaquim Roriz como concorrente ao governo do Distrito Federal.

Quem assina o parecer é o procurador regional eleitoral, Renato Brill, e o procurador regional substituto, José Osterno Campos de Araújo. O parecer tem 18 páginas e reúne argumentos para o impedimento de Weslian nas eleições.

A opinião oficial do Ministério Público Eleitoral, contrário ao registro, será parâmetro para a decisão dos magistrados do TRE. O julgamento está marcado para as 9h da manhã do próximo sábado.

Leia, agora, o texto da Folha Online. Inclusive sublinho, destaco parte do parecer que coincide com a tese defendida por Claudismar Zupiroli – competente e ético advogado.

28/09/201018h13

Ministério Público dá parecer contrário ao registro da candidatura de Weslian Roriz

FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA

Atualizado às 18h56.

O Ministério Público Eleitoral emitiu nesta terça-feira parecer contrário ao registro da candidatura de Weslian Roriz (PSC), mulher do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), ao governo do Distrito Federal.

O parecer é assinado pelos procuradores Renato Brill de Góes e José Osterno Campos de Araújo. Weslian protocolou no último sábado o registro de sua candidatura no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) em substituição ao marido, que renunciou à candidatura.

Para eles, a candidatura é “escárnio e fraude”. Os procuradores dizem que candidatura da mulher de Roriz legitimaria “candidaturas laranjas” em todo o país.

Eles afirmam que a mulher de Roriz foi usada para driblar a Lei da Ficha Limpa, que barrou o candidato do PSC.

“A candidatura de Weslian Roriz, por si só, não teria óbice. Por outro lado, há que se considerar que o pedido decorre de substituição”, diz o procurador em parecer. “Roriz afirmou, de uma forma que deixou toda sociedade perplexa, que continua candidato e que vai governar o Distrito Federal, já que sua esposa seria ‘apenas’ sua representante: substituir de fachada o candidato indeferido”, diz parecer.

Os procuradores afirmam que, como a renúncia à candidatura foi motivada pela lei, o prazo para substituição expirou. Segundo os procuradores, a lei exige um prazo de dez dias para os casos em que houve decisão judicial contrária ao registro da candidatura.

“A referida renúncia não foi um ato liberal de vontade, dotado de espontaneidade, mas sim a decisão do TRE-DF. E tanto não foi um ato de vontade espontâneo, que somente após não ter logrado êxito no Supremo Tribunal Federal, viu-se compelido a renunciar.”

A Folha ligou para a assessoria da candidata, mas não obteve retorno.

RENÚNCIA

Na sexta-feira, Roriz renunciou a candidatura depois do empate em 5 a 5 no julgamento da Lei da Ficha Limpa no STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo o TRE, há um prazo de cinco dias para a impugnação da candidatura após a publicação do nome da candidata em edital. Só depois o tribunal julga o registro, o que deve acontecer próximo das eleições no dia 3.

Roriz justificou a sua saída declarando-se vítima de uma “orquestração” do socialismo. Segundo o ex-governador, a mulher vai substituí-lo em um gesto de amor.

“Eram 5h35, eu não tinha dormido e fiz um movimento para saber se a Weslian estava dormindo. Aí eu disse: minha ficha caiu e eu não vou ser candidato. Ela disse que nós tínhamos que ser. E ela respondeu: eu vou para a rua”, relatou.

Roriz deixou claro que, apesar de Weslian ser a candidata, está disposto a governar junto com a mulher. “Se ela me convidar, é claro que eu vou para o governo. Mas quem vai governar é ela.”

O ex-governador disse que o vice em sua chapa, Jofran Frejat (PR), continuará na disputa com Weslian como candidata.

FICHA LIMPA

Ao rejeitar o rótulo de “ficha suja”, mesmo depois de ter sido declarado inelegível pela Justiça Eleitoral, Roriz criticou o impasse no STF sobre a Lei da Ficha Limpa.

“Eu até entendo o empate [no julgamento], mas não acho que é possível esperar para um novo ministro indicado por Lula. Isso tudo é uma orquestração para mudar o regime da democracia para o socialismo.”

Adotando a postura de vítima, Roriz disse que seus adversários optaram por desmoralizar a política em Brasília. “Eles não fazem isso em São Paulo porque sabem que lá SP vai dar [Geraldo] Alckmin. Então Brasília é a segunda opção porque é a capital do país. A minha candidatura é a resistência da democracia.”

Na quinta-feira, o STF julgou por mais de dez horas recurso de Roriz contra a Lei da Ficha Limpa. O placar acabou empatado por 5 votos a 5. Como ainda há uma cadeira vaga, os ministros decidiram adiar a votação até decidir se esperam a chegada do novo ministro ou se prosseguem a análise da aplicação da lei nas eleições de outubro.

Zupiroli, com seu profundo conhecimento jurídico já tinha apontado:
Art. 56.  É facultado ao partido político ou à coligação substituir candidato que tiver seu registro indeferido, inclusive por inelegibilidade, cancelado, ou cassado, ou, ainda, que renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro (Lei nº 9.504/97, art. 13, caput; LC nº 64/90, art. 17; Código Eleitoral, art. 101, § 1º).
§ 1º  A escolha do substituto se fará na forma estabelecida no estatuto do partido político a que pertencer o substituído, devendo o pedido de registro ser requerido até 10 dias contados do fato ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição (Lei nº 9.504/97, art. 13, § 1º).
Leia o texto todo do advogado Claudismar Zupiroli no link abaixo:




Roriz, o chefe do Mensalão do Demo

25 08 2010

A cada novo dia fica mais claro que o verdadeiro criador e chefe do chamado ‘esquemão’ no GDF sempre foi o Roriz. Mais do que Arruda, a organização criminosa de assalto aos cofres públicos sempre foi comandada e controlada por Roriz. Quando Arruda quis andar com as próprias pernas, foi defenestrado por Roriz – que é quem tem o verdadeiro arquivo com todas as gravações.
Agora, confirma-se pela CPI da Câmara Legislativa o que todos no DF já sabiam:

25/08/2010 – 14h05

CPI da Corrupção diz que campanha de Roriz foi financiada com dinheiro público

FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA

O relatório final da CPI da Corrupção do DF, aprovado nesta quarta-feira, afirma que a campanha de 2002 ao governo de Joaquim Roriz (PSC), atual candidato ao governo, foi financiada com “desvio de dinheiro público” no embrião do que se tornaria o “mensalão do DEM”.

“Tanto a eleição de Roriz em 2002 quanto a de Arruda em 2006 foram financiadas por recursos públicos desviados por esse esquema de corrupção. Na gestão de Roriz e Arruda regras mínimas de licitação foram solenemente ignoradas para saquear os cofres públicos”, diz o relatório da CPI.

A CPI indiciou Arruda e Roriz nesta quarta-feira por formação de quadrilha e desvio de dinheiro público. O relatório da CPI afirma que a “gênese” do “esquema nefasto de corrupção” começou em 1999, quando Roriz era governador.

“O esquema revelado pela Caixa de Pandora foi uma imitação idêntica dos desvios de recursos públicos que levaram à reeleição de Roriz em 2002”, afirma o documento.

O canal de desvio era feito pelo Instituto Candango de Solidariedade, que se valia de contratos superfaturados e sem licitação para conseguir propina de empresários _ segundo a CPI. No governo Roriz, o instituto gastou R$ 1, 9 bilhão.

De acordo com o relatório, o “orçamento da Caixa de Pandora”, ou seja, quanto o governo gastou em contratos suspeitos, soma R$ 4,2 bilhões, desde o governo Roriz.

“A lei de licitações foi desrespeitada. Houve contratos que foram pagos a mais, sem qualquer aditivo no contrato. Chegou-se ao absurdo de se pagar R$ 12 milhões para um contrato de R$ 6 milhões”, afirma o relatório.

A CPI aponta sete provas de que Roriz participava do esquema de desvio. Entre as provas, há uma conversa telefônica em que o ex-governador acusa Arruda de “montar uma quadrilha para roubar o Estado.”

Há também, entre as provas colhidas pela CPI, um decreto de Roriz para “burlar” a Lei de Responsabilidade Fiscal e contratos superfaturados a partir do Instituto Candango de Solidariedade.

“Admitir que um governador não sabia disso e nem se beneficiava disso é admitir o absurdo”, conclui o relatório da CPI.

Segundo o coordenador da campanha de Roriz, Paulo Fona, o relatório é uma “jogada política”. “Isso vem de um deputado do PT. A CPI ficou parada meses e agora aparece o relatório às vésperas da eleição. Como é que ele se esquece de dizer que os contratos do Instituto de Candango de Solidariedade começou no governo do PT?”, disse.

De acordo com o assessor de Roriz, as contas da campanha de 2002 já foram investigadas. “Isso é uma mentira [que houve dinheiro público]. Isso já foi investigado e não houve nenhuma comprovação. isso é requentado”, afirmou.

Ficha-suja
Roriz foi governador por quatro vezes e aparece em primeiro lugar nas pesquisas, com 41% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada no dia 13 de agosto.

O candidato foi considerado “ficha-suja” pelo Tribunal Regional Eleitoral, que barrou a candidatura porque Roriz renunciou ao Senado em 2007 para escapar de processo de cassação. Ele recorreu da decisão.

Roriz foi condenado também pelo Tribunal Regional Federal, que mandou o ex-governador devolver à União R$ 7,7 milhões por ter firmado contrato sem licitação para compra de caminhões do Corpo de Bombeiros. Ele vai recorrer.





Roriz indiciado por Mensalão do Demo

25 08 2010

Vale a pena acompanhar. O mais sujo dos ficha-suja.

25/08/2010 – 14h03

CPI da Corrupção do DF indicia Arruda, Roriz e mais 20 por desvio de dinheiro público

FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA

A CPI da Corrupção do DF aprovou nesta quarta-feira relatório final que pede os indiciamentos de 22 pessoas, incluindo o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) e o candidato ao governo Joaquim Roriz (PSC), pelo esquema de cobrança de propina e compra de deputados conhecido como mensalão do DEM.

No total, a CPI aponta a prática de 17 crimes, como corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

“Nos governos de Joaquim Roriz e Arruda as regras foram invertidas e dispensava-se a licitação para facilitar a atuação dos grupos criminosos”, diz o relatório do deputado Paulo Tadeu (PT).

“Embora Arruda seja o símbolo, Roriz foi muito mais pródigo nos contratos sem licitação. A podridão do governo Arruda saiu das entranhas do governo Roriz”, afirma o relatório.

Numa votação rápida, o texto foi aprovado por unanimidade pelos quatro deputados distritais que participaram da sessão na Câmara Legislativa do DF. Três eram aliados do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido), apontado pelo relatório como “gestor de esquema nefasto de corrupção”.

Entre os que votaram a favor dos indiciamentos, está o deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSDB), que apoia Roriz.

A CPI estava parada há dois meses e o relatório final será encaminhado para Polícia Federal, Ministério Público e Superior Tribunal de Justiça. O relatório pede ainda que se aprofundem as investigações contra as 22 pessoas indiciadas e 36 empresas.

O relatório diz que o esquema começou no governo de Joaquim Roriz (PSC), antecessor de Arruda e agora candidato a governador. Foram dez anos de desvio, iniciando-se em 1999 e durando até a operação Caixa de Pandora –segundo o documento.

De acordo com o documento, o “orçamento da Caixa de Pandora”, ou seja, quanto o governo gastou em contratos suspeitos, soma R$ 4,2 bilhões desde o governo Roriz.

A CPI sugere ainda o desdobramento das investigações em outras três frentes, sobre o pagamento de propinas em contratos de limpeza urbana, programas de isenção fiscal e na aprovação do Plano Diretor que impulsionou o mercado imobiliário brasiliense.

Os seis deputados distritais investigados pela Polícia Federal foram poupados pela CPI. “Não foram encontrados indícios de que qualquer deputado desta Casa recebeu propina”, disse Paulo Tadeu.

Segundo o coordenador da campanha de Roriz, Paulo Fona, o relatório é uma “jogada política”. “Isso vem de um deputado do PT. A CPI ficou parada meses e agora aparece o relatório às vésperas da eleição. Como é que ele se esquece de dizer que os contratos do Instituto de Candango de Solidariedade começou no governo do PT?”, disse.

De acordo com o assessor de Roriz, as contas da campanha de 2002 já foram investigadas. “Isso é uma mentira [que houve dinheiro público]. Isso já foi investigado e não houve nenhuma comprovação. isso é requentado”, afirmou.





Roriz, o ‘ficha suja’, ainda lidera no DF

14 08 2010

Ao contrário do que arrostou de forma arrogante no debate da Band, onde desempenhou o ridículo papel que a senilidade acelerada apenas tornou mais patético, Joaquim ‘ficha suja’ Roriz vê diminuir as intenções de votos. Não adianta ficar usando subterfúgios, porque a realidade será cruel.
Pesquisa do DataFolha revelou que no DF a diferença entre o ‘ficha suja’ e Agnelo Queiroz é de 8 pontos – levando-se em consideração que a margem de erro é de 4% para mais ou para menos, chega-se aos números que hoje são acompanhados e monitorados pelo sistema de pesquisa interna do comitê de Agnelo Queiroz e Filipeli: empate técnico.
Claro que haverá aqueles que dirão que a diferença também pode ser de 16%, na máxima.
A verdade, no entanto, revela que o ‘ficha suja’ partiu para a arrogância por também saber, por suas pesquisas internas, que o DF quer viver um tempo onde a sujeira nãos eja prática administrativa, a licenciosidade não seja motivo de comemoração, a partilha dos recursos públicos não ocorra e a ilegalidade não tenha no governador o seu principal incentivador.
A seguir, transcrevo matéria da Folha de São Paulo.

No DF, Agnelo reduz para oito pontos a desvantagem ante Roriz, diz Datafolha

DE SÃO PAULO

Joaquim Roriz (PSC) lidera a disputa pelo governo do Distrito Federal com 41% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada hoje.

Apesar da dianteira, a diferença para o segundo colocado, Agnelo Queiroz (PT), que era de 13 pontos percentuais na rodada anterior, caiu para oito –o petista tem 33%.

Toninho do PSOL tem 2%. Dois candidatos marcam 1%: Rodrigo Dantas (PSTU) e Ricardo Machado (PCO). Outros 15% não sabem ainda em quem votar, e 8% disseram que pretendem votar em branco ou nulo.

A pesquisa foi feita de 9 a 12 de agosto, com 701 eleitores. Está registrada no TSE sob o número 22752/2010. Os contratantes são a Folha e a Rede Globo.

A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.





Agnelo é ficha limpa

10 08 2010

Foi uma surra daquelas! Por unanimidade, o TRE-DF aceitou, faz pouco, o registro da candidatura de Agnelo Queiroz (PT). O pedido de impugnação havia sido encaminhado por um partido que é uma vergonha para a política nacional, o tal do PTdoB. Trata-se de sigla ‘laranja’ que Roriz usa para suas ações. Por falar em laranja, como este tal de Roriz gosta de laranjas…





PL 445 (extra): Roriz está fora!

5 08 2010

Com o resultado do julgamento de ontem (04/08/2010) do TRE-DF, produzimos uma edição extra do Jornal Passe Livre que estará sendo distribuída hoje à tarde na rodoviária de Brasília. Aqui você confere a edição: