Derrotada, mídia opta por disseminar preconceitos

17 11 2010

Causou asco, nojo, espanto e indignação a revelação, em nível nacional, das diatribese sandices vociferadas por um ‘comentarista’ da RBS/SC. Em verdade, não deveria.
Este sujeito, ao qual não se nomina e nem se insere em nenhuma profissão visto que a sua indicação como ‘parte’ de determinada área ou categoria poderia servir como referência desabonadora de outros bons profissionais em verdade não fala sozinho.
Este sujeito, ao qual alguns tentam vincular sua origem (RS) para disseminar o preconceito inverso de que todo gaúcho é preconceituoso, é na realidade semelhante a tantos outros.
A diferença básica está na sua reiterada grosseria – mas que em nada difere do que já foi vomitado pelo Madureira, pelo Jabor, pelo Mainardi, para ficar apenas em alguns casos. Neste caso, todos são condenados, mas a condenação se dá pela sua manifestação de opinião. Não vi nenhum comentário dizendo que Jabor é contra os nordestinos e contra o Lula por ser carioca. Ou que o Mainardi é contra o Lula e os nordestinos por ser paulista. Então não venham dizer que Prates faloiu o que falou por ser gaúcho. Falou porque é imbecil e porque representa um ponto de vista que está na cabeça de comentaristas de vários estados, de várias origens, de várias etnias.
A questão não é o estado onde nasceu, mas o estado (mental) no qual se encontra a cabeça de pessoas capazes de dizerem o que diz um Jabor, um Prates, um Mainardi, uma Cantanhede, um Merval.
Não é coerente que nós, de repente, movidos pelos nossos próprios preconceitos, queiramos jogar fora a água suja do balde sem antes tirarmos a criança de dentro.
Tenho dito e volto a dizer: o Governo Lula/PT foi omisso e se acovardou no enfrentamento desta questão da mídia. Foram oito anos jogados fora, período no qual nem o Governo e nem o Partido do Presidente tiveram a coragem e a ousadia de alterar o eixo da política de comunicação. O que impera dentro da lógica da Secom e na ‘comunicação social’ de empresas como CEF, BB, etc – a única exceção, ainda tímida, é a Petrobrás – é o modo tucano de tratar os veículos. Aos grandes, as benesses de tratamento privilegiado. Aos alternativos e pequenos, migalhas e tratamento desrespeitoso.
A mídia usa estas ‘bocas de aluguel’ porque sabe que o Governo Federal é frouxo e conivente. Certa feita cauosu furor e espanto a afirmação de José Serra de que haviam ‘blogues sujos’ que, segundo ele, eram financiados pelo Governo Federal. Decrépito e demente, como quem fala o que não sabe e nem entende, Serra jamais pode provar nada – ficando assim, mais uma vez comprovada sua dificuldade de manter ligados o ‘tico e o teco’.
Se o Serra não pode provar nada, resta-nos farto material para mostrar que existe sim uma ‘mídia suja’ fartamente bancada pela mídia oficial. Trata-se de algo vergonhoso, basta folhear – quem tiver estômago – alguma edição da Veja. Basta assistir – quem tiver estômago – a Globo ou a Band.
Sinceramente eu não consigo entender como esta cultura tucana se manteve intacta dentro da Secom – e pode-se temer até que continue a vigorar o mesmo tratamento preconceituoso no governo de Dilma. Não há sinais de mudança desta cultura, até porque muitos ‘companheiros e companheiras’ se sentem mais confortáveis com os salamaleques dos grandes veículos do que com o despojamento de quem faz comunicação comunitária, alternativa, independente ou o nome que se queira dar.
A mídia – derrotada pelos Brasil e pelos brasileiros – continua gozando da generosidade das verbas da Secom e do Governo Federal. E, bancada com o dinheiro da sociedadade, continuará a disseminar o preconceito contra o Brasil e os brasileiros que a derrotaram.
O que fomenta que os Jabor, os Prates, as Cantanhede e outros continuem vociferando suas aleivosias, exteriorizando de modo impune e incentivando o preconceito, é a certeza, dos donos dos meios de comunicação, de que lá na Secom o modo tucano de gerir as verbas de publicidade se mantiveram intactas durante os oito anos do Governo Lula/PT.
E apostam que continuará assim no Governo Dilma/PT…





Como ficarão a Globo e a Veja depois das eleições?

23 10 2010

Não é de hoje que o sistema Globo, mas de modo mais incisivo a TV Globo, resolveu partir para uma de ação e de atuação típicas de um grupo político. O grupo – famiglia Globo – pode até fazer acordos pontuais, mas tem uma clara definição de qual universo que ela ocupa e dentro do qual procura se mover. Por não ser brasileiro, em verdade a postura pública do grupo é sempre um reflexo das determinações de fora – onde os ventriluquos que supostamente a administram em terras tupiniquins… Resgatando, por não ser brasileiro, o grupo não se sente comprometido com as aspirações do conjunto da sociedade. Construiu, conslidou e solidificou uma liderança que vai ruindo lentamente – mas enquanto não se esvai, continua disseminando a defesa de seus postulados como se eles fossem paradigmas de liberdade, igualdade e democracia.
A TV Globo está apostando alto na eleição de Serra. Sabe que a vitória de Dilma será um probelma a mais, pois como foi bem posto pelo Paulo Henrique Amorim, a Globo (ou seja, a extrema direita) perdeu o controle que tinha no Senado. A aposta da Globo envolve mentiras, montagens, edições e todo um arsenal de crimes que, tivéssemos uma Lei dos Meios de Comunicação, já a teriam tirado do ar tal a reiterada opção pela mentira.
Cabe lembrar, neste sentido, que a tag #globomente é, faz dias, líder mundial entre as mais citadas pelo twitter. A TV Globo, que vai perdendo audiência e com isso recursos privados e públicos (responsáveis pela saúde financeira), sabe que não terá como se recompor com Dilma. Por isso, chafurda cada vez mais no anti-jornalismo, abrindo espaço e dando notoriedade a figuras como Jabor, Molina, Miriam Leitão, Merval, Waack e outros que não passam de entes totêmicos a repetir o que lhes é mandado.
Talvez o ponto alto tenha sido a edição do ‘atentado’ sofrido por Serra. Amparado pela falta de credibilidade do perito Molina – que virou uma espécie de boca-de-aluguel – a Globo materializou umas das mais estapafúrdias criações do seu anti-jornalismo. A reação dos profisisonais de São Paulo após a exibição da matéria talvez tenha sido a mais clara demonstração de que a farsa era grotesca demais. Houve vaias e o assunto logo estourou na rede.
Resta mais uma semana.
Ainda há tempo para a Globo se superar.
Mas que a história da bolinha de papel mostrou o quão ridícula a ex-vênus platinada pode ser na defesa dos seus interesses.
Depois das eleições, restará o desafio de convencer alguns petistas do tipo do Suplicy, do Pallocci, do Rui Falcão, da Helena Chagas (que subitamente abandonou sua paixão pelos tucanos e virou porta-voz da Dilma), do Zé Dutra e outros inomináveis, de que, como disse o Lula, é possível viver sem a Globo. E que isto também chegue até ao pessoal de comunicação/marketing/publicidade da Secom e das empresas como BB, CEF, Eletrobrás, etc.

Veja – por que o governo ainda anuncia?

A Revista Veja é uma história a parte, mesmo sendo parte do mesmo sistema que foi estruturado para atacar o governo, atacar o PT e atacar o Brasil. De escola para bons jornalistas, a Veja transformou-se em depósito da escória do jornalismo. Profisisonais que, em troca do salário, aviltam a própria biografia – esmeram-se em desrespeitar as biografias alheias.
A edição desta semana volta a utilizar uma ferramenta fundamental: a acusação sem provas, o grampo sem áudio. Antes foi aquela palhaçada envolvendo Demóstenes Torres – uma das figuras mais patéticas do Senado – e o Gilmar Mendes (a quem muitos chamam de Gilmar Dantas) num grampo nunca provado, numa interceptação que nunca existiu. Foi uma ação criminosa envolvendo os três – Veja, Gilmar e Demóstenes – com o intuito claro de brecar a ação da Polícia Federal no cerco às ações criminosas que, de uma forma ou de outra, têm guarida em altas esferas…
A Veja, a despeito desta postura reiterada, ainda assim merece anúncios do Governo Federal. Qual a lógica desta insanidade? Já escrevi várias vezes que a Secom do Governo Federal é um depósito tucano, um entulho. Lá, o que não falta é a hipocrisia de quem assume um discurso ético – mas que não sobrevive a um lampejo de seriedade. Se a Dilma quiser mudar o Brasil, deve começar a mudar a perspectiva de um governo que injeta milhões numa publicação – e não é só a Veja, pois o mesmo acontece com o grupo RBS, a Folha, famiglia Marinho, Estadão (que inclusive conseguiu um financiamento privilegiado) – que pratica um jornalismo de esgoto.
Reitero aqui, inclusive, a estranheza de ver que o ‘Núcleo de Mídia’ é coordenado por alguém que num passado não muito distante, se vangloriava de ser anti-petista. Dizem que o Núcleo não manda nada, então a situação é ainda mais ridícula na medida em que mantêm uma estrutura (salas, telefones, funcionários, etc) que não possui valor e nem tem importância. Pior: pagam para alguém anti-petista e que tem ódio por comunicação comunitária e alternativa.
Já propus inclusive que se fizesse algo simples: que se veiculasse em cada anúncio na Veja o valor que o Governo pagou por aquele espaço. Desta maneira, o contribuinte poderia ver como um governo que tanto fez como o do Lula/PT às vezes gasta mal o seu dinheiro. Na verdade o meu dinheiro. O nosso dinheiro.





Serra colocando o PT no bolso

6 10 2010

Em 2006, logo que começou o 2º turno, Alckmin foi posto na defensiva por conta da sua postura privatizante – lembremos sempre que o Psdb, o Demo, o PPs e alguns adesistas querem voltar ao poder para vender a Petrobrás, o BB, a Caixa e o que mais houver disponível. Em 2010, em conjunto com a mídia, Serra tenta fugir desta armadilha da realidade e usa os meios de comunicação para colocar o PT na defensiva. E está conseguindo.
A despeito do preparo intelectual, creio que falta a maior parte dos petistas a capacidade de entender quem é o inimigo e quem é o aliado. Tenho dito, escrito e reiterado que boa parte dos petistas não passam de deslumbrados que sonham em ser entrevistados pela Globo, aparecer nas páginas da Veja ou terem seus nomes veiculados pela Folha, Estadão & Cia. O Luiz Carlos Azenha em instigante post no http://www.viomundo.com.br/ mostrou mais uma vez as imensas contradições entre o Partido que é massacrado pela mídia e o pessoal que baba e vive se ajoelhando para a mídia:
“Na campanha atual, de Dilma Rousseff, concedeu privilégios em três oportunidades a um repórter da TV Globo, que fez o perfil que estrelou o Jornal Nacional da véspera da eleição. O acesso a Dilma deu legitimidade ao perfil de Marina Silva, uma superprodução hollywodiana que estrelou o JN de sábado passado, com objetivos óbvios.

Aliás, no comício de encerramento da campanha de Dilma em Porto Alegre, um repórter da revista Veja teve acesso privilegiado ao palco.”

Ou seja: é uma postura dúbia, uma falta de discernimento político, uma incapacidade de ler a realidade e, acima de tudo, um problema de auto-afirmação, um desejo de ser aceito pelas elites que acaba revelando a face mais perversa da postura de conivência, subserviência e de bajulação do PT e dos petistas em relação à mídia.
Mas… sempre tem um mas e este passa pela chegada de Ciro Gomes à coordenação da campanha de Dilma. Talvez ele dê à campanha a emoção e o dinamismo que definitivamente os atuais donos do PT não tem coragem de assumir…
Mas… para contrapor à esperança, uma realidade: a parte de comunicação de Dilma continuará nas mãos de pessoas que vivem da arte de bajular a grande mídia, como Franklin e a Helena Chagas. Até parece que o PT quer perder as eleições com a Dilma…





As etapas do golpe

23 09 2010

Muito tem sido dito acerca da movimentação da mídia na preparação de um golpe contra a eleição de Dilma Rousseff. Não sou destes que vêem fantasmas em tudo, mas reitero que é preciso neste momento considerar algumas realidades pontuais:

1. De um lado, a responsabilidade direta do presidente Lula e a omissão imperdoável de seu partido, o PT, em não tratar a mídia da forma como ela precisa ser tratada. Ela não está assumindo ares golpistas agora, mas desde janeiro de 2003 – e  o governo não teve coragem de efetivar o enfrentamento político que se fazia necessário. Pelo contrário – insistiu em manter intacto dentro da Secom e como política de comunicação o modo tucano de agir (sempre para os mesmos de sempre). Não tiveram – o presidente e o seu partido – coragem de implementar uma decisão de seu próprio Congresso de criar um jornal popular, nacional e que servisse de contraponto à manipulação da mídia. Manteve no Ministério das Comunicações um serviçal da Globo, perseguindo rádios comunitárias e impedindo que se estabelecesse uma rede de emissoras em nível nacional.

2. A manutenção da postura de deslumbrado, ensejando tratamento diferenciado para a chamada mídia tradicional. Muitos da chamada esquerda sonham em aparecer na mídia golpista. A própria Secom sempre foi conivente com as práticas e os preconceitos das agências – e volto a dizer que o Núcleo de Mídia, dirigido, coordenado, comandado ou a palavra que o valha por uma anti-petista, ex-serviçal de Roriz, é o retrato acabado de como o modo tucano de agir está impregnado no governo do PT. O mesmo acontece na Caixa, no BB e em outras instâncias do governo – onde os que mandavam nos tempos de FHC de um certo modo, continuam mandando no Governo Lula e do PT e com muito mais arrogância.

3. Lula repete agora a sua opção de confrontar com a grande mídia que adotou quando seu mandato esteve ameaçado. E o faz indo para junto da classe trabalhadora – que ele e o seu partido por vezes esqueceram, mormente quando se observa a conivência do Governo Federal com os lucros abusivos, escorchantes e imorais do sistema financeiro.

4. O governo não procedeu a uma devassa necessária nos meios de comunicação – porque se uma pequena revista ou jornal tiver algum débito, não pode nem pensar em pleitear publicidade. Mas a grande mídia que deve milhões para a Previdência, esta continua recebendo aportes milionários de modo diário.

5. Seria fundamental que o Governo Federal colocasse em cada anúncio veiculado em jornais, revistas, rádios e mesmo na TV qual o valor daquela inserção – e certamente ficaria patente que as empresas privadas cobram muito mais caro do governo do que dos anunciantes ‘privados’.

6. O governo Lula e o PT não tiveram a capacidade de terminar com a odiosa prática – principalmente da Caixa – de compra antecipada de espaços nos mesmo meios tradicionais.

Ou seja: o golpismo da mídia existiu desde 1º dee janeiro de 2003 e desde então o Governo Lula e o PT tem sido reiteradmente coniventes. Inclusive financiando-os.

O cenário golpista de hoje é o mesmo que existia em 2005. Lá como hoje – e só então – o presidente Lula vem buscar no povo a força para resistir ao golpe. Golpe que, repito, ele Lula, seu Governo e o PT ajudaram a alimentar. Percebo que o PT sonha em verdade em ser aceito pelas elites, em ser parte delas – e isto vale também pela relação dúbia mantida pelo governo com a mídia. Foi o Governo Lula quem financiou a mídia e não criou mecanismos para o surgimento de uma mídia alternativa de caráter popular.

O Governo Lula apoiou de modo pífio a mídia alternativa e quando o fez, não teve o viés de partir para o campo da comunicação popular ou massiva e preferiu apoiar iniciativas tipo ‘leitura cabeça’ como se falava nos anos 80.

Em verdade, Lula e o PT pagam hoje por seus erros e pela incapacidade de aprender com eles, visto que repetem o memso modo de agir que antes fizeram em prefeituras, governos estaduais e também em nível federal.

Certa feita escutei algo que costumo lembra:

AS PESSOAS MUITO INTELIGENTES, APRENDEM COM OS ERROS DOS OUTROS.

AS PESSOAS INTELIGENTES APRENDEM COM OS PRÓPRIOS ERROS.

E TEM OS OUTROS… que, arrogantes e burros, continuam pensando-se donos da verdade…





O mensalão da Abril

21 09 2010

Alguém já perguntou a razão pela qual a Veja ataca tanto o governo Lula, o PT e trata de criminalizar os movimentos sociais? Claro que não se trata de nada ideológico, afinal de contas, uma revista que traz no ‘dna’ as opiniões da famiglia Civita não tem nem ideologia e nem ética. É uma troca de interesses, meros negócios.

O pessoal do Blog da Dilma (não oficial) fez um levantamento de arrepiar – ao qual os demais blogueiros poderiam fazer levantamento semelhante em seus estados. Aqui mesmo no DF, em troca de uma entrevista nas páginas amarelas, a Veja vendeu para o GDF milhares de assinaturas desta coisinha fofinha que é a Veja e outras publicações.

Sugiro que os governos democráticos e populares – a começar pelo governo federal:

1 – cancelem todas as assinaturas da Veja e das demais publicações da famiglia;

2 – cancelem as milhares de assinaturas da Folha de São Paulo e de acesso a Uol;

3 – que o Governo federal suspenda os contratos de veiculaçãod e material ‘educativo’ na TV Globo – principalmente os telecursos e a retransmissão de conteúdo para as escolas pelo País;

4 – que uma vez eleito, Tarso Genro suspenda as assinaturas de Zero Hora, das autorizações de acesso ao conteúdo, das mídias e publicidades na RBS e em seus veículos (principalmente os que se encontram em nome de laranjas);

5 – que não sejam renovadas as assinaturas de O Estadão e também da revista Época,

6 – que seja criado o conselho de comunicação;

7 – que seja democratizado o Núcleo de Mídia – inclusive eliminando a figura perversa que hoje o coordena e que é anti-petista e prestou serviços ao governo Roriz (comenta-se que está no posto por sua amizade com Franklin Martins).

Se cada um de nós fizer um levantamento dos contratos em seus respectivos estados – e alguém tiver a parcimônia de fazê-lo em relação ao Governo federal – veremos que estas revistas não sobrevivem mais de venda em banca ou de publicidade – mas sim das assinaturas.

Este é o texto que copiei do blog da Dilma (http://blogdadilma.blog.br)

O mensalão da Editora Abril


Daniel Bezerra, editor geral


Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras. Veja algumas das mamatas:


– DO [Diário Oficial] de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara ‘inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola’.


– DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.


– DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.


– DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.


– DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data daassinatura: 08/09/2008.


– DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.


– DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.


– DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.


– DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.


– DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.

Negócios de R$ 34,7 milhões.


Somente com as aquisições de quatro publicações “pedagógicas” e mais as assinaturas da Veja, o governo tucano de José Serra transferiu, dos cofres públicos para as contas do Grupo Civita, R$ 34.704.472,52 (34 milhões, 704 mil, 472 reais e 52 centavos). A maracutaia é tão descarada que o Ministério Público Estadual já acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.


Esta “comprinha” representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do ‘barão da mídia’ Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao Grupo Abril. O tucano Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do ‘Guia do Estudante’, outra publicação do grupo.





Governo Lula financia o ‘câncer’

14 09 2010

Ao se omitir de partir para o enfrentamento da máfia midiática, o governo Lula prestou um imenso desserviço à democracia. Pode-se arghumerntar que o pragmatismo lulista optou por não criar atritos com um setor oligárquico e onde a prática mafiosa e de quadrilha é lei. Mas não precisava envolver-se na lama que cerca este segmento. E é preciso dizer sim: o governo Lula foi conivente com a mídia – a começar pela estrutura da Secom, que sempre se pautou por parâmetros ‘tucanos’ na distribuição de verbas.
Não passa de ardilosa falácia dizer que o governo pulverizou as verbas publicitárias, quando isto é apenas uma verdade forjada em números absolutos. O governo Lula foi conivente ao não ter uma política séria, responsável e consequente para o fortalecimento da comunicação comunitária, independente e verdadeiramen te alternativa.
Ao deixar a Secom nas mãos de pessoas comprometidas com o sistema – oriundos da grande mídia e trazendo consigo toda sorte de preconceitos – o governo Lula que tantos avanços teve em outras áreas, no setor da comunicação social foi um retrocesso. E só não está pior por conta da ação dos blogueiros – que ainda são acusados de receber dinheiro do governo e do PT.
Como se explica que um governo popular e democrático insiste em despejar milhões de reais mensalmente nos cofres de empresas como Abril, Globo, Folha, Estadão e RBS – que não passam de ‘câncer’ a carcomer e destruir o tecido social?
O que justifica colocar egressos da TV Globo a comandar a comunicação do País – Hélio Costa, no Ministério das Comunicações; Franklin Martins, na Secom; Tereza Cruvinel, na EBC. Será que só na TV Globo existe competência? Será que não existem pessoas mais capazes e capacitadas?
Cada um destes foi colocado por um razão estratégica – lembrando sempre que o Ministério das comunicações é uma espécie de capitania hereditária onde a TV Globo manda e desmanda. Não deve ser só por acaso que no governo Lula as chamados rádios alternativas e comunitárias viveram seu período de maior perseguição. Não deve ser por acaso que a Conferência de Comunicação foi a última aser realziada – porque quem esteve na ‘coordenação’ foi alguém indicado por Hélio Costa.
No caso do RS, é ainda mais vergonhosa a cumplicidade do Governo Federal e tenho inclusive solicitado a muitos de meus conhecidos jornalistas em atividade lá que perguntem ao Tarso Genro se ele vaio continuar se ajoelhando para a RBS, se ele vai continuar mantendo a relação promíscua com a RBS – ou se vai fazer como o Roberto Requião e dar uma banana para este povo.
O RS vive um estado de manipulação que chega a ser doentio. Lá a RBS se dfá ao luxo de perseguir democratas, de estar dentro do aparelho do Estado – inclusive com senhas privativas para acesso.
Extraio o post do Cloaca News (http://cloacanews.blogspot.com/) “Depois de admitir, por meio de nota publicada no tabloide venal Zero Hora, que o araponga lotado na Casa Militar do Palácio Piratini era informante do Grupo RBS (afiliado da Globo no RS e em SC), o império mafiomidiático gaúcho está às voltas com mais uma sarna: pelo menos dez senhas de acesso ao Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança foram distribuídas pelo governo Yeda Crusius (PSDB) aos repórteres do conglomerado da Famiglia Sirotsky.”
Lembremo-nos: este grupo mafiomidiático detéem o controle da informação no RS e também em SC, com dezenas de concessões de rádio e TV, além de jornais. Não é por acaso que no RS e em SC estão os menores índices de votação de Dilma Rousseff nas pesquisas.
E repito: o governo Lula foi conivente com este grupo mafiomidiático permitindo que fosse inserida publicidade em seus veículos de manipulação, desinformação e preconceito. Se alguém que não for do RS estiver pensando que exagero, convido que assistam – se tiverem estomago – os comentários de Lasier Martins e as notícias de Ana Amélia Lemos (inclusive candidata da RBS ao Senado) no RS ou então os comentários de Luis Carlos Prates ou mesmo de um boçal como Cacau Menezes em algum dos seus veículos em SC. No caso de SC, cabe lembrar que um dosa ‘Sirostky’ inclusive participou de um estupro coletivo contra uma menor – sendo que todos os veículos da ‘famiglia’ silenciaram.
E volto a dizer: o governo Lula foi conivente ao inserir publicidade em tais ‘meios de comunicação’. Ao faser isto, ao permitir que isso ocorresse, Lula foi conivente e cúmplice – esta é uma verdade amarga, mas que precisa ser dita.
Por fim, que a presidenta Dilma Rousseff tenha coragem de implementar uma ‘Lei Geral para os Meios de Comunicação’ ou, como diz o Paulo Henrique Amorim com muita propriedade, ela não terá paz e nem sossego. E concluo eu dizendo: se não fizer a Lei, se não tomar nenhuma atitude, não cumpre o mandato até o fim.





Oposição, mídia e judiciário preparam o golpe

2 09 2010

Assumindo a derrota nas urnas, logo eles que pensavam que seriam aclamados como os salvadores do caos, os tucanos armam o circo para preparar o terreno para um golpe ou apostar na ‘ingovernabilidade’ pelo verdadeiro inferno que pretendem criar caso Dilma Rousseff confirme nas urnas em 3 de outubro o que apontam as pesquisdas.

É importante dizer que o governo Lula em muito contribuiu para este estado de coisas em três instâncias.

Primeiro, ao manter na Secom um grupo com um modo de agir tucano – marcado pelo cinismo, pela hipocrisia e pelo reiterado culto aos padrões do mercado. Qual outra justificativa para o governo despejar generosos milhões de reais.

Em segundo ao render-se ao poder das bancas na indicação de ministros ao STF – sendo que estas sempre usaram Marcio Thomaz Bastos como mensageiro de seus intereses junto ao presidente. A manutenção de um Supremo com um viés reacionário não condiz com as indicações de um governo democrático e popular.

Em terceiro, ao não fortalecer os mecanismos alternativos e populares de comunicação. E neste ponto volta-se outra vez para o nefasto papel cumprido pela Secom. Dizer que houve a pulverização na liberação dos recursos é misturar alhos com bugalhos. Distribuíram recursos sim, mas para representantes da mesma velha e preconceituosa mídia, valendo-se dos mesmos mecanismos de protecionismo político. A ‘pulverização’ não contemplou com um montante específico – 40%, o que seria o mínimo – para rádios, jornais e tvs comunitárias.

A Secom com suas mentiras e sua manipulação afronta a inteligência de qualquer pessoa que consiga viver sem o cabresto da conveniência. E hoje o governo e a sociedade pagam o duro preço do padrão tucano de legalismo e de hipocrisia.

A bem da verdade, a única rede de sustentação que o governo ainda mantém é pela internet, onde o trabalho militante acontece. Enquanto o governo despeja milhões na Veja, os blogueiros que fazem a resistência penam para defender o emprego do pessoal da Secom. Estranha e absurda ironia.

É dentro deste quadro que a oposição arma, de modo descarado na repetição da aliança entre a mídia e o Judiciário, o cenário para um golpe e, este não podendo acontecer, para a infernalização do mandato de Dilma.

Volto a dizer: boa parte da culpa de trudo que acontece hoje foi pela prevalência do modo tucano de agir de muitos pseudo-petistas.