Roriz JÁ subornou Ministros do Supremo?

19 09 2010

Conversei com alguns rorizistas nos últimos dias – está cada vez mais difícil de localizá-los, inclusive um grupo ruidoso que se reunia toda noite para avaliações de campanha em uma casa em frente à minha, faz uns 10 dias que se dispersou – e notei um súbito ânimo com a proximidade do julgamento de Roriz no Supremo.

Em primeiro lugar, acho estranho o argumento que a turma do homem da bezerra de ouro usa: bom, Roriz é ficha-suja sim – mas ele será salvo pela anterioridade e a não-retroatividade da Lei. Estas duas teses subsistem, mas o que acho estranho é que eles, os rorizistas, digam e assumam que o candidato deles é ficha-suja MAS que será salvo por filigranas jurídicas.

No entanto, este súbito ânimo dos rorizistas deve ser motivo de preocupação e angústia pelo histórico de absolvições estranhas que o Roriz com tanto orgulho ostenta. E como entender a morosidade conivente do Judiciário – possibilitando a prescrição dos crimes por conta da idade avançada do velho morubixaba?

‘Folheando’ alguns blogues, passei pelo conteúdo de Os amigos do Presidente Lula (http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/) e lá encontrei este post que eles colocaram e que havia sido extraído do http://www.redebrasilatual.com.br – amparado em noticiário de jornal.

É estarrecedor confirmar as piores suspeitas contra o STF – logo na semana em que ele estará julgando o recurso de Roriz. Fica a dúvida: o ânimo dos rorizistas com os quais conversei nos últimos dias tem algo a ver com pagamento de propinas a algum dos atuais ministros do STF?

Transcrição da PF captou Arruda falando em propina de Roriz para “comprar voto” do STF e do TSE

A transcrição de um dos vídeos que incriminam José Roberto Arruda (ex-DEM e ex-pré-candidato a vice de José Serra), gravado por Durval Barbosa – ex-secretário de governo –, mostram Arruda afirmando que o dinheiro que ele acabara de receber serviria para o ex-governador Roriz pagar votos comprados no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Jornal de Brasília teve acesso ao relatório com a transcrição do vídeo, feito pela Polícia Federal e analisado por peritos. Nos três segundos finais, Arruda diz: “Esse governador (Roriz) é uma parada! Esse negócio aqui, esse assunto aqui [referindo-se ao dinheiro], é o seguinte, um dos votos do Supremo, do TSE”.

De acordo com as investigações da PF, o encontro gravado em vídeo aconteceu em 4 de setembro de 2006. No mês seguinte, Arruda foi eleito governador em primeiro turno.

A suposta compra de votos seria para evitar que Roriz tivesse o mandato de senador cassado, após o escândalo que veio à tona com a Operação Aquarela, da Polícia Civil do DF. Roriz acabou renunciando ao Senado em julho de 2007. (Da Rede Brasil atual)