Serra manda em Gilmar?

30 09 2010

Além do acelerado processo de decadência e perda de credibilidade dos meios de comunicação, outro episódio importante está a exigir uma ação por parte da sociedade: a incompatibilidade das paixões partidárias e dos compromissos com segmentos à margem da Lei que marcam a postura de Gilmar Mendes (a quem até veículos da Rede Globo já chamaram de Gilmar Dantas).
Não possui nenhuma condição ética de continuar no STF e, pelo visto, caberá à sociedade um processo para expulsá-lo da Suprema Corte – que se apequena com a presença desta figura que já foi publicamente desmascarada por Joaquim Barbosa.
Qual o caminho para excluir Gilmar?
Por acaso, a matéria abaixo, veiculada pela Folha Online, não é uma justificativa? Ela é apenas um episódio a mais na vewrgonhosa folha corrida de Gilmar enquanto ‘ministro’ – podendo ser lembrado aqui o episódio dos dois HC para Dantas, o grampo sem áudio para outro escroque como Demóstenes Torres (Demo-GO), a luta contra a ação da PF.

30/09/2010 – 10h33
Jefferson chama Serra de ‘autista’ e diz que tucano ‘mandou mal’ ao expor Mendes
DE SÃO PAULO

O ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, criticou nesta quinta-feira, pelo Twitter, o tucano José Serra por ele ter telefonado e “exposto” o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

“Serra expos o Ministro Gilmar Mendes de (sic) publico. Mandou mal”, disse Jefferson. “As vezes penso que o Serra e altista [autista]. Só pensa em si próprio. Ruim, expos o Gilmar Mendes”, reiterou.

Após receber uma ligação do candidato do PSDB, Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.

Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo. A solicitação foi testemunhada pela Folha.

No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT).

A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menor nível de escolaridade.





Gilmar, sempre Gilmar

29 09 2010

Impressiona a forma partidária e apaixonada como o ministro Gilmar mendes, do STF, atua. É, inclusive, algo que merece aplausos a sua extremada coerência em sempre se posicionar em favor das demandas que atendem aos interesses de seu partido.
É o caso deste julgamento do STF acerca da obrighatoriedade de levar dois documentos no domingo. Mesmo estando 7 a 0 em favor de mudar esta determinação, ainda assim ele pediu vistas… É cada uma deste ministro…

Pedido de vista de Gilmar Mendes suspende julgamento sobre exigência de dois documentos para votar

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu hoje (29) o julgamento sobre a necessidade de o eleitor apresentar dois documentos na hora de votar. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, quando a votação estava em 7 a 0 pela apresentação de apenas um documento com foto. Mendes disse que “vai tentar” trazer seu voto amanhã (30).

Para a relatora do caso, ministra Ellen Gracie, “a norma jurídica contestada, com o propósito de alcançar maior segurança, estabeleceu na verdade a obrigação de apresentação de documento oficial com foto”. A ministra ainda disse que a presença do título eleitoral não é tão indispensável quanto a identificação com fotografia.

“Cada urna conhece seus eleitores. Cada urna eleitoral tem o máximo de 400 eleitores do distrito. Se qualquer outra pessoa for votar naquela urna, não aceita o voto. Além disso, o caderno de votação tem dados do eleitor, como data de nascimento e filiação. Não é cabível que [a não apresentação de dois documentos] se torne um impedimento ao voto do eleitor. Essa análise é ofensiva ao principio da razoabilidade, uma exigência desmedida”, disse Ellen.

O voto de Ellen foi seguido pelos ministros Antonio Dias Toffoli, Marco Aurélio, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia e Joaquim Barbosa. O ministro Ricardo Lewandowski, que também é presidente do TSE, acompanhou o voto da relatora, mas sugeriu que o eleitor possa votar só com título, desde que identificado pelo mesário por outros meios.

Se o ministro Gilmar Mendes não apresentar seu voto amanhã, a exigência dos dois documentos – título de eleitor e documento oficial com foto – na hora de votar vai valer para as eleições do próximo domingo (3). Isso porque o julgamento não foi encerrado, mas o placar de 7 a 0 indica que ação será acolhida pelo STF.