O isolamento de Roriz

24 06 2010

Só mesmo alguns blogueiros simpáticos ao ex-governador Roriz ainda insistem em dar-lhe sobrevida política. Ele mesmo dá sinais de que está entregando os pontos. Sabe, aconselhado por advogados, que sua luta será inglória. Ainda tenta vender uma imagem de otimismo, mas a percepção do desânimo e do abandono é patética.

Hoje se aninham ao redor de Roriz algumas siglas de aluguel – PSC, PMN, PTDB, PSDC, PTS e PRTB – nenhuma delas capaz de garantir o mínimo de seriedade para a sua candidatura.

Partidos como o PR e o PP negociam abertamente com Agnelo Queiroz e com Lula no sentido de encontrarem espaços na chapa do petista. As reuniões que se sucedem na residência do governador estão sendo vistas mais como ações de náufragos na espera de algo para salvá-los.

Por que o PR não pretende abraçar Roriz? É simples. Izalci sabe que a coligação não terá votos suficientes para eleger a ele e Jaqueline Roriz. Percebeu que esta conformaçãod e nomes e de partidos tem o único objetivo de garantir o mandato de deputada federal para a filha. Ele entraria como um ´ze mané’ somando votos. Por esta razão, é o maior interessado em estar numa coligação boa de votos onde possa garantir o seu mandato sem sobressaltos e riscos. Caso o PT/PMDB consigam acomodar Frejat numa das suplências ao Senado, é certo que deixarão Roriz. Até memso porque esta é uma articulação via Palácio do Planalto…

E o PP que é visto como aliado? Só mesmo quem conhece muito pouco de Brasília e da história política local poderá apostar nesta possibilidade. Benedito Domingos tem verdadeira ojeriza pessoal ao nome de Roriz – tanto assim que não tem participado das reuniões. Benedito, homem de fibra e fé, foi humilhado durante os quatro anos nos quais serviu de vice de Roriz entre 1999 e 2002. Roriz inclusive vivia disseminando, pela máquina de mentiras que sempre foi a Secom nos governos de Roriz, notícias desairosas contra Benedito. Porque este é o jeito do Roriz fazer política: engoliu Benedito porque precisava do voto dos evangélicos para vencer Cristovam e o PT em 1998. Consumado seu objetivo, tratou de destruir e ridicularizar Benedito.

E o PSDB? Trata-se de um grande enigma. Abadia quer um mandato e para isso se humilha pré-aceitando aliança com alguém que a chamou de ‘vadia’ no passado. Os tucanos no DF, por sinal, vivem em frangalhos e se atacando pelos bastidores. A Executiva Nacional ainda não bateu o martelo. O ideal seria uma terceira via, mas há o entendimento de que falta tempo para consolidar uma mensagem junto ao eleitorado.

O Demo, os verdes e o PPS juntos? É o que se desenha e este cenário, com anúncio de que se o PSDB continuar com frescura vão fornecer palanque para Marina Silva no DF, pode ser uma espécie de nau de franco atiradores. Fraga como candidato será uma metralhadora giratória para todos os lados, até porque viveu nas entranhas os governos de Roriz e de Arruda. Resta saber o que existe de verdadeiro e o que é apenas blefe na cruzada de Fraga. No caso do PPS, a sinuca é complicada e o partido teme ficar sem deputado federal e nem distrital.

O Gim vai com quem? O Senador Gim Argello vive um dilema de lealdade: mesmo desejando ser candidato, tem seu destino nas mãos do Planalto. O PTB deve levar uma das suplências ao Senado da chapa majoritária do PT. Neste caso, o nome mais forte para ocupar a vaga é a do advogado Paulo Goyaz, profundamente identificado com a sigla no DF e que é o preferido da militância e dos filiados.





Insanidade e desespero da oposição

19 06 2010

Cada vez que eu vejo o deputado Fruet na TV, lembnro de duas cosias: de alguém que esqueceu de tomar o remédio e está prestes a ter um surto e também aquele episódio que mancha a sua biografia dando conta da sua nada salutar prática de confiscar parte dos salários dos ‘seus’ servidores para aumentar o seu mísero salário. Até hoje soa estranho o recuo dos funcionários, mas convenhamos… é algo plenamente condizente com o seu estapafúrdio e vergonhoso papel federal de quarta linha.

Mas nada supera a sua mais vergonhosa pérola: a imbecilidade permanente. Ele, por sinal, tem dois bons e fiéis tucanos que rivalizam com ele na nada nobre arte de protagonizarem o besteirol. Fazem de tudo por aparecer. Um deles é o senador Álvaro Dias, que faz dossiês e depois diz que outros fizeram. E tem ainda o Demóstenas Torres, do Demo-GO, que conseguiu emplacar na Veja, mas lá qualquer porcaria vira notícia, basta pagar como fez o Arruda – por sinal muito amigo de Demóstenes, Fruet e Álvaro. Voltando: Demóstenes inventou a história do grampo de sua conversa com Gilmar Mendes – algo que NINGUÉM tem a coragem de dizer que efetivamente existiu. É um trio, mas se a gente olhar com um pouco mais de estômago, desacobre muitos outros.

Como é sabido de alguns, a oposição tentou infiltrar um agenteseu dentro da estrutura de Dilma. Não conseguiu e para sair de vítima, disse, e a mídia sem vergonha e patife que existe no Brasil aceitou, que eram os petistas que queriam os serviços.

A conversa – sabe-se agora que foram duas conversas – envolveram CINCO pessoas. O que este energúmeno do Fruet fez? Aprovou na Câmara dos Deputados o requerimento para que fossem ouvidos os envolvidos. Qualquer criança sabe que o correto, o decente, o justo e o equilibrado seria convocar os CINCO envolvidos.

Mas o Fruet, mostrando que realmente anda esquecendo de tomar os seus remédinhos, convocou apenas o Onézimo, exatamente aquele que era a figura central da estratégia deles de inserirem alguém dentro do bunker da Dilma e do PT. E não venham me dizer que chamaram o Dadá… ele só vai aparecer quando for convencido financeiramente a referendar a versão que oposição e mídia precisam. Se não aceitar mentir, não será escutado…

Por vezes, a gente fica coma  firme convicção de que a oposição e a mídia já fizeram tudo, já armaram todas as barbaridades e… eles se superam… Mas esta armação, este circo de horrores de escutar apenas uma parte dos envolvidos, de não confrontar versões, de não afzer a devida acareação das partes – esta é uma inovação que demonstra o quanto a oposição – tucanos, demos, boa parte do judiciário e a mídia porca e imunda – está perdida, desesperada e sem rumo.

Imagine-se o que pode acontecer depois de outubro – caso se confirmem todos os indicativos de vitóris de Dilma Rousseff já no 1º turno das eleições presidenciais.

Imagine-se o que este grupo de insanos – do padrão do Fruet – serão capazes de fazer…





O PSDB e a liberdade

18 06 2010

Muito tem sido dito e falado sobre os conceitos de liberdade, mas é inegável que os chamados partidos do espectro do centro para a direita, tanto no Brasil como no mundo, se caracterizam pela absoluta falta de qualquer compromisso programático com a liberdade. Até gostam de encher a boca dizendo-se, arvorando-se em paladinos da liberdade, mas gostam mesmo é de viver e se mover nos subterrâneos – perseguindo, calando, matando, mentindo, manipulando e posando de ‘bons’ mocinhos.

Vale aqui destacar algo que está ocorrendo lá no RS, governado pela amiga do Serra – Yeda Cruzius, que passou quatro anos enxovalhando e envergonhando os gaúchos (ainda bem que ela não é de lá). O artigo é de Beatriz Fagundes.

Porto Alegre, 10 de junho de 2010.
 
Jornal O SUL – Coluna de Beatriz Fagundes
A suposta perseguição só não é evidente para pessoas além da ingenuidade política.
        Essa é uma coluna que espero que chegue ao conhecimento da excelentíssima governadora do Estado do Rio Grande do Sul, Yeda Rorato Crusius. A professora Yeda sempre foi, e é, defensora dos princípios democráticos, e se não chega a agradar a todos, isso, certamente, além de não a incomodar, apenas fortalece sua condição de independência a toda e qualquer cadeia que imponha um pensamento único.
        Longe de pretender mudar um átimo das decisões de governo, faço aqui um apelo público para que a governadora busque saber de forma objetiva e nos esclareça, se assim for de seu interesse, o motivo que levou o comando da Brigada Militar a remover, retirando todas as vantagens, o soldado César Otavio Brum Guimarães.
        O ofício de transferência é de n 05145/SAdm – DA/ 2010. O soldado Guimarães possui uma ficha irreparável de 21 anos de serviços à Brigada Militar. Segundo ficou aparente, uma suposta retaliação, com sua transferência e retirada de todas as vantagens funcionais, se deu em virtude de sua imagem ter sido veiculada elogiando o Pronasci no programa do Partido dos Trabalhadores, seguido de uma jovem também fazendo referências elogiosas ao ProUni, dois programas vitoriosos de grande impacto social, idealizados durante as administrações do pré-candidato Tarso Genro nos ministérios da Justiça e da Educação, no governo Lula.
        É voz corrente que o soldado foi enquadrado por motivos políticos, ou seja, por ter aparecido no programa do PT. Primeiro nos recusamos a acreditar que os boatos fossem verdadeiros, chegamos inclusive a pedir confirmação ao próprio comando da BM, que alegou, durante todo o tempo, estar em “reunião”. Mas, infelizmente, recebemos cópia do ofício, e a suposta perseguição só não ficaria evidente para pessoas além da ingenuidade política.
        Interessante que há algumas semanas coronéis comandantes estiveram na Assembleia Legislativa ameaçando com o “caos” caso não fosse aprovado projeto salarial de seu interesse, e nenhum deles, apesar do flagrante enfrentamento ao comando, com ameaças claras, foi removido ou sofreu qualquer sanção. Agora surge um soldado (!?) que apenas elogiou um programa federal e contra ele são tomadas todas as atitudes cabíveis no ainda comprometido regimento castrista, com viés ainda de ditadura, da Brigada Militar? Dizem que ele mentiu ao afirmar que “essa foi a primeira vez que tenho um investimento na minha carreira de formação de combate ao crime”. Ora, qualquer um sabe que são usados trechos de depoimentos, e ele se referia, obviamente, ao fato de que este programa – o Pronasci – oferece pagamento aos participantes. Ninguém desconhece a penúria salarial dos níveis inferiores da briosa BM.
        Senhora governadora, tomo a liberdade de publicamente pedir que o soldado tenha direito a plena defesa, e que sua transferência e perda total de todos os benefícios não venha a se caracterizar como perseguição política, pois, se assim for, estaremos rasgando toda a história recente dos partidos que defendem de forma radical a democracia.
        Se ele cometeu alguma falta grave, se desacatou algum superior, se foi flagrado cometendo algum crime, desconsidere nosso apelo, mas, se nada disso houve e o motivo tenha sido o que dizem os bastidores da política gaúcha, por razões de retaliação eleitoreira, tenho certeza de que essa injustiça não será suportada por quem jurou defender a Constituição Brasileira.
        Talvez eu não receba resposta a este apelo público, mas o faço consciente que estou apelando para uma autoridade que merece nosso respeito por suas qualidades democráticas e de justiça. Humildemente, ficarei aguardando uma resposta.





Quem será o vice do Serra?

9 06 2010

Para um candidato moribundo, que se arrasta nas pesquisas, empacado no patamar de 36% das intenções de voto, a situação começa a ficar patética. Os nomes sondados para vice, logo tratamd e sair de fininho, alegando outros compromissos, aniversário dos filhos e uma cólica. Na verdade, até mesmo aos aliados, Serra e seu jeito de permanente azedume, trata-se de alguém indigesto.

Percebe-se, a cada dia mais, que o vice dela será por exclusão – tipo: ficou alguém na sala, este será.

A bola da vez está apontando para dois nomes que, destituídos de representatividade política, poderiam aceitar o fardo. Especulam-se os nomes de Álvaro Dias, senador tucano pelo Paraná, que ficou famoso por ter feito um dossiê contra FHC com ajuda de um funcionário seu e depois ter tentado imputar a responsabilidade ao governo, e o de Patrícia Amorim – a tucana que preside o Flamengo do Rio, time que mais deve no futebol mundial, algo acima dos R$ 350 milhões.

São dois nomes sob medida para Serra. Será a típica soma do nada com coisa alguma.

O difícil será convencer a turma do Demo que já avisou que quer o posto de vice e só abriria mão em favor de Aécio que, pelo visto, está cada vez mais fechado com Dilma…





Salvemos o Brasil! Ninguém merece o Serra…

7 06 2010

O pior que pode acontecer para Serra e seus tresloucados amigos é a veradde. E ela vai aparecendo. A cada novo dia.

É o que ocorre em relação a esta história fantasiosa do dossiê. O que o Sera e o Itagiba queriam mesmo era plantar, infiltraralguém na estrutura da Dilma. Não se trata de teoria conspiratória, mas fatos que vão surgindo com o desnudamento de personagens enojantes como o própri Sera, o Itagiba e este Onézimo.

Coloquei no meu comentário no Jornal Passe Livre desta semana (edição 435) que o mais estranhável em tudo isto é alguém ainda acreditar no Serra. Trata-se de uma pessoa doente, que mente sobre tudo que faz. E logo me lembrei também daquela tiradinha dele ao pré-convidar o Arruda para ser o seu vice (você vota num careca e leva dois). Poderíamos dizer por exemplo: você vota em um corrupto e leva dois; você vota em um mentiroso e leva dois.

Os métodos perversos e doentios do Serra estão, inclusive, afastando todos os pretensos candidatos a vice – porque a pessoa já sabe que vai ser menos do que um boneco decorativo.

Se ainda resta alguma dúvida sobre a tentativa de infiltrar alguém na campanha da Dilma, a reportagem a seguir revela quem são os personagens.

domingo, 6 de junho de 2010
Confirmado: Onézimo integrou aparato de arapongagem de José Serra no Ministério da Saúde

O infiltrado

As relações do ex-delegado Onézimo das Graças Souza, fonte da revista Veja, são mais próximas de José Serra (PSDB/SP) do que se imaginava.

E fica cada vez mais claro que houve tentativa de infiltrar na campanha de Dilma, num primeiro instante. Não conseguindo, resolveram apenas produzir um encontro público que desse margem à versão da encomenda do suposto dossiê.

A fabulosa máquina de espionagem de José Serra no Ministério da Saúde

É preciso voltar ao tempo, no fim da década 90, no governo FHC, quando José Serra era ministro da Saúde, para encontrar os primórdios das relações de José Serra como o ex-delegado Onézimo.

Marcelo Itagiba, ex-chefe do Centro de Inteligência da PF, foi chamado e aceitou integrar a assessoria de José Serra no ministério da Saúde, para montar um aparato de inteligência.

Oficialmente a função seria combater fraudes. Extra-oficialmente, o que se comenta como certo, em todos os meios políticos e jornalísticos de Brasília, é que funcionou como um serviço de arapongagem aos adversários políticos.

A escolha de Itagiba não foi por acaso. Como ex-chefe do Centro de Inteligência da PF, ele tinha conhecimento dos grampos legais da PF a serviço do governo. Tinha acesso a tudo o que se conversava pelos telefones grampeados na PF, desde traições políticas, corrupção, propinas, subornos, casos extra-conjugais, estado de saúde de políticos. Até bizarrices constrangedoras, que um grampeado cometesse o deslize de falar ao telefone, estava ao alcance do Centro de Inteligência da PF.

Além disso, Itagiba fazia parte do núcleo de confiança de Serra, a quem tentou indicar como chefe da Polícia Federal. Era até casado com uma prima do tucano Andrea Matarazzo, muito ligado à Serra.

No aparato de espionagem a adversários, montado no Ministério da Saúde, junto com Itagiba, havia outros delegados da PF, entre eles Onézimo das Graças Souza.

Quando pipocaram denúncias de que esse dispositivo de arapongagem estava colocando a máquina pública para investigr ilegamente adversários, Serra desmontou tudo, pois o caso caminhava para virar um Watergate, com denúncias na área criminal.

Mas, ao que tudo indica a arapongagem não parou, foi apenas terceirizada. Em vez de um órgão com funcionários públicos, Serra, autorizou a contratação por R$ 1,8 milhão (dinheiro da época) da empresa carioca Fence Consultoria Empresarial, especialista em detectar escutas clandestinas.

O dono da Fence era Enio Gomes Fontenelle, um ex-coronel do Exército que por muitos anos trabalhou no extinto Serviço Nacional de Informação (SNI), órgão de investigação oficial durante a ditadura militar. Ex-chefe da área de comunicações do SNI, Fontenelle era um dos maiores especialistas em espionagem eletrônica.

O trabalho oficial da empresa era rastrear a existência de grampos ou emissores de rádio clandestinos. Mas estranhamente, Fontenelle esteve várias vezes no Ministério da Saúde, onde encontrava-se com Serra, quando ainda era ministro.

Quando houve o caso Lunus, em 2002, o PFL (que quis dar o troco e salvar a candidatura da pré-candidata), havia contratado detetives particulares para descobrir os bastidores da operação. As investigações sobre grampo ilegal na sede da Lunus haviam apontado para uma possibilidade: a empresa Interfort Sistemas de Segurança, de Brasília. Isto porque José Heitor Nunes, gerente da empresa, esteve várias vezes no Maranhão nas semanas que antecederam a invasão da Lunus.

Ex-militar do Exército, Nunes tinha trânsito nos órgãos de informação do governo. Como consultor de segurança, Nunes dava aulas para os arapongas da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Durante sua militância empresarial e militar, conheceu Itajiba e o coronel Fontenelle. Era ainda amigo do delegado Onézimo, aquele da revista Veja, que aposentou-se da PF e passou a trabalhar na empresa ControlRisk, especialista em investigações e medidas de segurança.
A Fábrica de dossiês, naquela época, atribuída à arapongagem a serviço de José Serra:

Em 2002, pipocavam denúncias de dossiês contra rivais de Serra. Alguns adversários diretos dentro do PSDB, como Paulo Renato de Souza e Tasso Jereissati. Outros rivais em outros partidos, como Lula, Roseana Sarney, Ciro Gomes, Garotinho. Outros seriam líderes partidários a quem Serra queria o apoio, como o falecido deputado José Carlos Martinez, na época presidente do PTB.

Ciro Gomes, denunciou, naquela época, a existência de uma estrutura de arapongagem, um grupo de 40 pessoas plantado em São Paulo para bisbilhotar a vida dos possíveis adversários do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Os principais alvos seriam, segundo Ciro, Lula, do PT, e Roseana Sarney, do PFL.

Anthony Garotinho, denunciou que foi procurado por um político do PSDB, a mando do deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ, hoje pré-candidato a vice de Gabeira), que pretendia lhe passar um dossiê com denúncias contra Roseana Sarney.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (que foi vice de Ciro em 2002), também afirma ter tido acesso a um dossiê. Ele teria informações que embasariam reportagem de uma revista de circulação nacional.

O presidente do PTB, deputado José Carlos Martinez, que ainda articulava uma aliança com Ciro Gomes, foi fotografado com uma amiga durante uma viagem a Miami. Uma revista de circulação nacional iria publicar a foto. Martinez procurou a direção da empresa e conseguiu evitar a publicação.

Pelas conversas, esses dossiês foram usados nos bastidores, para afastar candidatos de disputarem com Serra. Um deles não funcionou nos bastidores. Resultou na espalhafatosa operação Lunus, diante da ameaça de Serra ficar fora do segundo turno.

(Com informações resgatadas da reportagem da edição de 14/03/2002 do jornal Correio Braziliense, cuja íntegra está no Blog Os amigos da presidente Dilma).





O Serra não se emenda

2 06 2010

Com espaço para falar qualquer besteira na imprensa, o deplorável José Serra cada vez mais dá razãoa um aforisma que meu filho gosta muito de usar: muitas vezes, quando a pessoa abre a boca, ela confirma o idiota que o silêncio dela prenunciava. Isto serve como uma luva para o Serra.

Despencando nas pesquisas, rejeitado pelos brasileiros e em fase de acelerado desespero comportamental, Serra começa a se valer das baixarias para ocupar algum espaço. Ou o que epserar de alguém que tem como paladinos da moralidade e referências éticas figuras como Maluf, FHC, Quércia, Bornhausen, César Maia, Itamar ‘pinga’ Franco, Jarbas Vasconcelos, Efrahim ‘fantasma’ Moraes e outras do porte de Regina Duarte, Ana Maria Braga, Arnaldo Jabour… é uma companhia que não recomenda ninguém a coisa alguma…

Esta de se dizer pré-vítima de um dossiê é típica ação de desespero de quem sabe que a sua máscara caiu faz muito. Serra sempre manteve os mesmos métodos sujos, graças a sua influência num segmento inclusive da PF (fruto dos muitos anos de poder).

Se alguém tiver dúvida sobre os métodos de Sera, que pergunte para Roseana Sarney como foi armado o flagrante do dinheiro em seu comitê…

Em tempo: eis que subitamente o Ibope está só pesquisando preferências clubísticas…





O embusteiro – 1

5 05 2010

Sob qualquer que seja o ângulo que Serra seja ‘olhado’, ele é uma farsa, um embuste, uma mentira. Sua vida pública sempre foi uma verdadeira cruzada em alimentar seu ego e seus serviços sempre foram no sentido de favorecer as elites, o sistema financeiro e a classe patronal.

Não há uma incoerência na vida dele: sempre foi assumidamente contra os trabalhadores. E mais: sempre foi exímio na arte de mentir, de inventar – inclusive o título de economista que ele ‘ostenta’, é pura falsidade ideológica. Mas há coisas mais perversas, como o fato de se adonar das idéias alheias – como no caso de se ‘vender’ como o ‘pai dos genéricos’ (o verdadeiro idealizador e mentor foi Jamil Hadad).

Vamos dissecar um pouco mais desta figura estranha, que na condição de ex-ministro da Saúde (se bem que do governo FHC, quando qualquer nulidade podia virar ministro) o que de melhor fez foi criar a máfia das ambulancias – desbaratada no governo Lula. O seu conselho sobre como não contrair a gripe suína é uma demonstração lapidar de sua inteligência suprema: basta não beijar o porquinho ou não estar perto dele quando ele espirrar.

Mas quem está com Serra, além de FHC – o presidente com a pior avaliação junto ao povo brasileiro? Vamos apontar apenas alguns dos seus aliados, pegando em um primeiro momento quatro estados (podem me mandar os dados de outros estados)

No Rio Grande do Sul, Serra é incensado por ninguém mais e nem menos do que a nefasta Yeda Cruzius – que transformou o RS em sinônimo de roubo, trambicagem e vilania. Até hoje ninguém entendeu a mágica da aquisição de uma mansão nababesca – coincidência ou não, logo depois das eleições. Por falar neste governo símbolo da podridão tucana, até hoje ninguém sabe o que aconteceu com aquele ‘suicida’ ocasional de Brasília – que morreu poucos dias antes de prestar depoimento, onde dissecaria a forma de agir desta organização criminosa que atua no RS e que apóia fortemente o Serra. Ainda em terras gaúchas, o peemedebista Eliseu Padilha também está com ele…

Indo para Santa Catarina, eis que vamos encontrar na linha de frente do apoio ao ‘coisa’ que quer ser presidente a figura nefanda e estranha de Leonel Pavan – o vice que asusmiu o governo e está todo enlameado por favorecimentos e trambicagens diversas. Lembrando que foi o governo tucano de SC quem bancou o comício religioso que Serra fez em Camboriú.

Em São Paulo, a coisa é mais patética. O ‘ético’ tucano, que é assim como o Saci Pererê, a mula sem cabeça, o Negrinho do Pastoreio e o Boi-tatá, tem o apoio de ninguém menos do que Orestes Quércia e Paulo Maluf. Ou seja: só a fina flor da delinquência política, pessoas que por si só representam um Brasil que precisa ser revisitado – não pela Justiça, mas por nós brasileiros.

O quarto Estado que merece uma avaliação preliminar é o RJ. Quem apóia Serra por lá? César Maia e Gabeira. São figuras exóticas que apenas num estado onde a ireverência tem mais valor que o ético teriam como vicejar. Vai ser engraçado o Serra estar no mesmo palanque do Gabeira, que defende a liberação das drogas e é um fervoroso defensor da união e matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. Como ficará o Católico, simpatizante da Opus Dei e ex-coroinha Serra diante de tais contradições? De César Maia, convenhamos, ninguém precisa falar…

Os próximos posts abordarão outros aspectos relativos e relacionados com esta figura que tenta ser presidente do Brasil. Na sequência também farei abordagens sobre as companhias dele em outras unidades da federação…

Ou seja: só a fina flor da política nacional está com Serra…